25/05/2024

Queda de Pontes na BR-319: Uma Travessia Precária e Morosa

         

Desde o desabamento de duas pontes na BR-319, que liga Manaus ao restante do Brasil, a população tem enfrentado uma situação precária e demorada na travessia entre as duas localidades. Enquanto a travessia de Manaus ao Careiro da Várzea ocorre sem problemas, com dezenas de carros atravessando diariamente, a situação se complica quando se chega à primeira ponte que desabou. A travessia, agora feita por uma pequena balsa com capacidade máxima para cinco veículos, é marcada por um estreitamento, causando longas esperas de, no mínimo, duas a três horas.

A primeira ponte, localizada sobre o Rio Curuçá, colapsou tragicamente no dia 28 de setembro, resultando na perda de quatro vidas, 14 feridos e um desaparecido. Pouco tempo depois, no dia 8 de outubro, a segunda estrutura, sobre o Rio Autaz Mirim, também desabou. Felizmente, ninguém ficou ferido neste segundo incidente. Contudo, o impacto dessas quedas de pontes é notório, afetando mais de 100 mil pessoas, além de causar desabastecimento de alimentos e remédios em três cidades do Amazonas: Careiro da Várzea, Careiro (conhecido como Careiro Castanho) e Manaquiri.

A equipe de reportagem esteve presente no local para constatar de perto as dificuldades enfrentadas pela população. O vereador Regilson Brito também acompanhou a visita e criticou a morosidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na reconstrução das pontes, ressaltando que as obras estão atrasadas e não há nenhuma atividade no que deveria ser o canteiro de obras.

A espera de duas a três horas na travessia da balsa é apenas o reflexo de um problema maior, que evidencia a precariedade da infraestrutura da região e a falta de planejamento adequado por parte das autoridades responsáveis. A capacidade limitada da balsa atualmente utilizada agrava ainda mais a situação, prejudicando o fluxo de veículos e causando transtornos significativos para a população local, que necessita se deslocar diariamente.

Imagem: Ronaldo Siqueira

Além disso, é imprescindível ressaltar o impacto negativo da queda das pontes no abastecimento das cidades afetadas. A escassez de alimentos e remédios é um fator preocupante, colocando em risco a saúde e o bem-estar da população. Essa situação de precariedade revela a falta de um plano de contingência eficiente para lidar com eventos adversos e a ausência de uma resposta rápida e efetiva por parte das autoridades competentes.

É fundamental que o DNIT assuma a responsabilidade pela reconstrução das pontes e a retomada do fluxo normal na BR-319. A população afetada não pode continuar suportando as consequências dessa tragédia sem uma ação efetiva do governo. É necessário um esforço conjunto para acelerar as obras, fornecer suporte adequado às cidades afetadas e garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos que dependem dessa rota para suas atividades diárias.

A atual situação da travessia de balsa após a queda das pontes na BR-319 é um retrato preocupante da negligência em relação à infraestrutura do país. É essencial que medidas urgentes sejam tomadas para resolver esse problema, priorizando o bem-estar da população local e a retomada do desenvolvimento econômico da região. A população do Amazonas não pode mais suportar as longas esperas e o desabastecimento causados pela inoperância na reconstrução das pontes. Ações imediatas são necessárias para que a travessia volte a ocorrer de forma segura, eficiente e sem sobressaltos.

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