Professor de jiu-jitsu é condenado a mais de 178 anos de prisão por abusar de alunos no Amazonas

Sentença foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas; crimes ocorreram entre 2011 e 2018
O professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e pagamento de multa, por crimes de abuso sexual cometidos contra alunos no Amazonas. A sentença foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) nesta quinta-feira (18).
De acordo com a decisão judicial, os crimes foram praticados entre 2011 e 2018 contra adolescentes que treinavam sob a orientação do professor. A juíza Dinah Câmara Fernandes determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado.
Além da condenação à prisão, Alcenor também deverá indenizar as vítimas por danos morais. Uma delas receberá R$ 5 mil, enquanto as demais terão direito a R$ 50 mil cada, com correção monetária e juros.
Na sentença, a magistrada também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva.
Investigações começaram após denúncias
As investigações tiveram início depois que três ex-alunos procuraram a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para denunciar os abusos. Com a prisão do professor, outras vítimas passaram a relatar episódios semelhantes às autoridades.
Segundo a polícia, os crimes ocorreram ao longo de cerca de 15 anos e atingiram pelo menos 12 adolescentes.
As apurações apontaram que o investigado utilizava a posição de professor de jiu-jitsu e o cargo de diretor de alto rendimento de uma tradicional escola particular de Manaus para se aproximar dos jovens atletas e de suas famílias.
De acordo com a Polícia Civil, ele seguia um padrão para cometer os abusos e evitar denúncias. Entre os relatos apresentados pelas vítimas estão o uso de medicamentos para induzir o sono durante viagens para competições e também na residência do professor, que funcionava como alojamento para atletas.
Ainda conforme as investigações, o professor custeava passagens aéreas, inscrições em campeonatos e oferecia presentes, como equipamentos esportivos e videogames, como forma de conquistar a confiança dos adolescentes e dos familiares.
Prisão ocorreu em 2024
Alcenor Alves Soeiro está preso desde 2024. Na época, a Justiça do Amazonas considerou que havia risco de intimidação de testemunhas e indícios de que ele poderia deixar o país, fatores que motivaram a decretação da prisão preventiva.
Com a condenação publicada nesta semana, o professor permanece preso para cumprimento da pena em regime fechado.
Com informações do Tribunal de Justiça do Amazonas e da Polícia Civil do Amazonas.
Foto: Divulgação




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