Reviravolta: Justiça decreta prisão de trio acusado de tentar comprar recém-nascido em Manacapuru

A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva de três investigados por envolvimento na tentativa de compra ilegal de um recém-nascido em Manacapuru, a 68 km de Manaus. A medida foi tomada após recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado (MPAM) e reverte decisão anterior, que havia concedido liberdade provisória aos acusados.
O caso ocorreu no dia 11 de julho e envolve um casal vindo de São Paulo e um intermediador local. De acordo com as investigações, os três teriam efetuado o pagamento de R$ 500 à mãe da criança, em situação de vulnerabilidade social, como parte de uma negociação para obter a guarda do bebê ainda dentro da maternidade pública do município.
Durante a audiência de custódia, o MP solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com base na gravidade dos fatos, risco de fuga e ausência de vínculos dos envolvidos com o Amazonas. Inicialmente, foram impostas medidas cautelares, mas a Vara de Garantias acolheu o recurso do MP e reviu a decisão.
A magistrada responsável considerou que a prisão preventiva é necessária, diante da natureza do crime, da exploração da fragilidade da mãe e da possibilidade de reiteração criminosa, considerando a falta de residência fixa e de atividade laboral lícita por parte dos investigados.
O promotor de Justiça Gérson de Castro Coelho afirmou que o Ministério Público segue atuando como garantidor dos direitos fundamentais e da ordem jurídica. “Cabe ao Ministério Público, como fiscal da lei e defensor da sociedade, analisar com responsabilidade as circunstâncias do crime e as condições pessoais dos envolvidos para garantir que medidas adequadas sejam adotadas”, declarou.
Fonte: MPAM
Foto: Pixbay




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