23/09/2026

Manaus sufocada pela fumaça: Defensoria já pediu intervenção federal e volta a cobrar medidas

         

Qualidade do ar foi classificada como “péssima” nesta quarta-feira (23). Em meio à crise, debate entre candidatos ao governo terminou sem propostas concretas para combater os incêndios em andamento.

Manaus amanheceu novamente encoberta pela fumaça nesta quarta-feira (23). A prefeitura registrou concentração média de 188,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas no ar, nível classificado como “péssimo”. Segundo o município, a fumaça vem principalmente de queimadas na Região Metropolitana de Manaus e no leste do Amazonas.

A gravidade e a repetição dos episódios levaram a Defensoria Pública do Amazonas a pedir intervenção federal no estado em 2023, diante do aumento das queimadas. O pedido, anterior à atual gestão estadual, não significa que a intervenção tenha sido decretada.

A instituição voltou à Justiça em 14 de setembro deste ano. Em uma ação iniciada em 2024 contra o Estado, cobrou a criação de uma sala de situação para monitorar os incêndios e informar à população quais medidas estão sendo tomadas. Para a Defensoria, a resposta à fumaça precisa ser mais rápida e coordenada.

Os dados sobre queimadas reforçam a cobrança. Segundo números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais citados pelo Ministério Público de Contas do Amazonas, o estado registrou 3.908 focos de calor entre 1º de janeiro e 9 de setembro, contra 2.643 no mesmo período de 2025 — aumento de aproximadamente 47%. O órgão acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir uma avaliação das providências adotadas.

Apesar da fumaça que afeta a capital e municípios do interior, o debate entre candidatos ao Governo do Amazonas realizado na terça-feira (22) terminou sem propostas concretas para enfrentar a crise atual. Faltaram respostas sobre a localização das equipes, o combate aos incêndios em andamento e a forma de medir os resultados das operações.

Com Manaus novamente sob fumaça intensa, o Corpo de Bombeiros anunciou uma coletiva para apresentar suas ações. A prestação de contas precisa mostrar quantos incêndios continuam ativos, quantos foram controlados, onde estão as equipes e o que será feito nas áreas que seguem produzindo fumaça.

O ar classificado como “péssimo” não demonstra, por si só, ausência de trabalho dos bombeiros. Mas evidencia que as ações realizadas até agora não impediram uma nova manhã de forte poluição em Manaus. Sem resultados verificáveis e um plano para reduzir a exposição da população, anúncios e coletivas oferecem pouca resposta a quem precisa respirar.

Fonte: Fatos Marcantes

Foto: Divulgação  

Nenhum comentário

    Você não pode copiar conteúdo desta página

    Fatos Marcantes
    Visão Geral de Privacidade

    Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.