05/06/2026

Desembargador do TJAM desabafa ao vivo e cogita deixar presidência após falhas recorrentes no sistema e na secretaria

         

O desembargador Cláudio Roessing, presidente da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), fez um desabafo público durante uma sessão virtual ao relatar estresse causado por falhas recorrentes no sistema e problemas de comunicação com a secretaria, afirmando que poderá deixar a presidência do colegiado caso a situação não seja resolvida.

A manifestação ocorreu durante o julgamento de um processo em que uma advogada não conseguiu participar da sessão por não ter recebido o link de acesso. Segundo esclarecimentos feitos na própria sessão, a secretaria considerou o processo como adiado e, por esse motivo, não enviou o link, apesar de a intimação ter sido realizada por meio do Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

Diante da ausência da advogada, foi sugerido que o desembargador Pascarelli realizasse a leitura do próprio voto como alternativa para dar andamento provisório ao julgamento, com a retomada posterior do processo, já com a participação regular da advogada impedida.

Ao comentar o episódio, Roessing afirmou que o adiamento não estava justificado e reconheceu que houve prejuízo às partes. Em sua fala, pediu desculpas aos advogados e aos demais participantes e destacou que enfrenta dificuldades constantes para conduzir as sessões nas atuais condições.

Segundo o desembargador, os problemas envolvem tanto limitações do sistema quanto falhas da secretaria em se adequar à dinâmica de trabalho da Câmara. Ele declarou que pretende cobrar uma solução imediata e afirmou que não aceita continuar presidindo sessões sob esse nível de desgaste, admitindo a possibilidade de deixar a presidência caso não haja mudanças.

Apesar do impasse, a sessão prosseguiu com o julgamento dos demais processos. Ao final dos trabalhos, a secretaria conseguiu encaminhar o link à advogada, que ingressou na sessão virtual, permitindo que o julgamento continuasse normalmente.

Mesmo com o desfecho, o episódio chamou atenção por expor, de forma pública, dificuldades operacionais no funcionamento das sessões virtuais e por reforçar reclamações já feitas por advogados sobre falhas técnicas e de comunicação no âmbito do Judiciário amazonense.

 

 

 

 

Fonte: Fatos Marcantes

Foto: Divulgação

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