Primeira sessão do ano da Segunda Câmara Cível do TJAM também é interrompida por falha no sistema Projudi
A primeira sessão de 2026 da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas foi interrompida sem a realização de julgamentos por falhas no sistema Projudi, utilizado para acesso aos votos e andamento dos processos. A reunião marcou a retomada dos trabalhos após o recesso do Judiciário, mas terminou com o adiamento de toda a pauta.
Logo no início da sessão, o presidente do colegiado, desembargador Délcio Santos, comunicou que uma falha no Projudi impediu a disponibilização prévia dos votos entre os desembargadores, o que inviabilizou qualquer julgamento. “Por uma falha no sistema Projudi, não foi possível disponibilizar os votos para que os membros pudessem analisar previamente”, afirmou. Segundo ele, sem acesso aos votos dos relatores, não havia condições técnicas de participação nos julgamentos.
O presidente pediu desculpas aos advogados e advogadas presentes. “Peço mais uma vez desculpas aos advogados e advogadas, mas não temos condições hoje de julgar os processos”, declarou, confirmando que todos os casos pautados foram adiados para a próxima sessão. Ele acrescentou que se comprometeu a analisar os votos dos colegas assim que o acesso ao sistema for restabelecido, para permitir o andamento dos julgamentos na semana seguinte.
Durante a sessão, o desembargador César Bandieira fez uma ponderação e um pedido expresso à presidência, destacando os prejuízos causados pelas falhas técnicas. “Essas situações decorrentes de falhas do sistema são custosas para os advogados. As partes estão esperando a prestação jurisdicional, e nós temos o dever de prestar”, afirmou. O magistrado ressaltou que, diante do nível atual de tecnologia, problemas dessa natureza não deveriam se repetir.
Em resposta, o presidente informou que levará a demanda ao setor de tecnologia da informação e à presidência do tribunal. “Tenho total interesse em melhorias no sistema. A equipe de TI tem se empenhado, mas precisamos oferecer um atendimento melhor ao jurisdicionado, aos advogados e aos próprios magistrados”, disse, reconhecendo que o aumento expressivo no número de processos tem pressionado a estrutura tecnológica do Judiciário.
Ao encerrar a sessão, Délcio Santos reiterou o pedido de desculpas e declarou oficialmente encerrados os trabalhos.
O episódio ocorre poucos dias após situação semelhante registrada em outra câmara do tribunal, quando o desembargador Cláudio Roessing fez um desabafo público ao vivo e chegou a cogitar deixar a presidência de sessão diante de falhas recorrentes nos sistemas. A repetição de interrupções em diferentes colegiados tem ampliado a preocupação de magistrados e advogados com a confiabilidade das ferramentas digitais e a regularidade das sessões de julgamento no TJAM.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação
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