Vídeo mostra vigilante apontando arma de grosso calibre contra marítimo durante discussão em embarcação no rio Amazonas

Um vídeo recebido pelo site em forma de denúncia mostra um vigilante armado apontando uma arma de grosso calibre — que aparenta ser uma escopeta calibre 12 — contra um trabalhador marítimo durante uma discussão ocorrida na manhã deste domingo (16), no rio Amazonas, nas proximidades de Manaus. O episódio chamou a atenção de trabalhadores do setor e levantou questionamentos sobre a atuação de empresas de segurança privada em operações embarcadas.
Nas imagens, registradas por um dos presentes, é possível ver o momento em que o marítimo questiona procedimentos adotados por uma equipe de segurança que atua em uma balsa ligada a uma empresa do setor de petróleo. Durante o embate verbal, um dos vigilantes chega a engatilhar e apontar a arma na direção do trabalhador, elevando a tensão no local. Segundo relatos, por pouco o episódio não terminou em uma tragédia.
De acordo com trabalhadores que presenciaram a situação, o conflito teria ocorrido durante uma discussão sobre normas e procedimentos de segurança marítima aplicados à embarcação. Eles afirmam que os vigilantes não aceitariam determinados procedimentos adotados pela tripulação dos empurradores, o que teria gerado o confronto.
Ainda segundo os marítimos, o vigilante pertence a uma empresa terceirizada contratada para realizar a segurança da balsa e da tripulação. O episódio teria ocorrido em uma embarcação associada à empresa Socorro Carvalho, que atua no setor de petróleo.
Relatos de trabalhadores indicam que situações semelhantes estariam ocorrendo com frequência. Segundo eles, o fato de os vigilantes estarem armados criaria um ambiente de intimidação dentro das embarcações, gerando tensão nas relações de trabalho.
Especialistas em segurança privada lembram que a atividade é regulamentada pela Lei nº 7.102/1983 e fiscalizada pela Polícia Federal. A legislação autoriza vigilantes a portarem armas de fogo exclusivamente para proteção patrimonial e defesa em situações de risco real.
Juristas explicam que vigilantes não possuem poder de polícia. Isso significa que o uso de arma para intimidar trabalhadores ou durante discussões internas pode caracterizar ameaça ou constrangimento ilegal, dependendo das circunstâncias.
Em ambientes marítimos, onde trabalhadores passam longos períodos embarcados e confinados, situações de tensão envolvendo armas de fogo são consideradas ainda mais delicadas, por representarem risco à segurança coletiva e ao equilíbrio psicológico da tripulação.
Até o momento da publicação, não havia manifestação oficial da empresa citada nem da empresa responsável pela segurança. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e posicionamentos sobre o episódio registrado no vídeo.
Trabalhadores do setor defendem maior fiscalização sobre a atuação da segurança privada em operações portuárias e marítimas, além da adoção de protocolos claros de abordagem para evitar situações de intimidação dentro do ambiente de trabalho.




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