Prefeito defende ação na Ponta Branca após críticas e propõe transformar área em “praia permanente” na zona sul

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A abertura do balneário da Ponta Branca, na zona sul de Manaus, virou tema de debate nos últimos dias. Após ações de limpeza e organização realizadas pela prefeitura, o local passou a receber grande público, especialmente aos fins de semana.
Ao mesmo tempo, surgiram questionamentos sobre as condições de balneabilidade da área, levantados por adversários políticos e repercutidos em parte da imprensa.
Neste domingo, o prefeito David Almeida se pronunciou sobre o assunto. Ele afirmou que a intervenção teve como objetivo recuperar um espaço antes abandonado e devolver o local à população.
“Estamos falando de um espaço que estava abandonado. O que a gente vê hoje é a alegria da população ocupando aquele ambiente”, declarou.
O prefeito também reconheceu que a área não pertence diretamente ao município e explicou que há responsabilidades compartilhadas.
“A área é da Marinha, fiscalizada pela Marinha. E os rios são fiscalizados pelo Estado, por meio do IPAAM. Se houver qualquer decisão pedindo intervenção da prefeitura, nós vamos acatar normalmente”, disse.
Sobre as críticas em relação à qualidade da água, Almeida argumentou que o debate precisa considerar a realidade da cidade como um todo.
“Se essa rigidez for aplicada de forma ampla, muita coisa teria que ser fechada em Manaus”, afirmou.
Mesmo diante da polêmica, o prefeito antecipou que a área deve ganhar protagonismo em um próximo plano de governo. A proposta é transformar a região em um espaço estruturado de lazer.
“Já vai fazer parte do meu plano de governo fazer desapropriações naquela área do Amarelinho, buscar parcerias com o governo e com a Marinha, colocar areia, como foi feito na Ponta Negra, e criar uma praia perene na zona sul”, explicou.
Segundo ele, a ideia é garantir que o espaço passe por adequações, respeitando critérios sanitários e de balneabilidade.
Ao final, em tom mais descontraído, o prefeito comentou a própria experiência no local.
“Eu entrei na água, mergulhei. E, pra quem já tomou banho no ‘quarenta’, aquilo ali está uma maravilha”, disse.
A discussão sobre a Ponta Branca envolve diferentes aspectos, como uso do espaço público, responsabilidade ambiental e segurança para banho. Enquanto a prefeitura destaca a recuperação de uma área antes inutilizada, o tema segue em debate entre autoridades e a população.




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