Mesmo após ataques, Irã ainda levaria até 1 ano para ter bomba nuclear, dizem EUA

Avaliação da inteligência americana indica que ofensivas não alteraram prazo do programa nuclear; estoque de urânio segue como principal preocupação
O tempo estimado para que o Irã produza uma arma nuclear permanece em até um ano, mesmo após recentes ataques militares, segundo avaliações da inteligência dos Estados Unidos divulgadas pela agência Reuters nesta segunda-feira (4). A análise indica que as ofensivas não foram suficientes para alterar de forma significativa o avanço do programa nuclear iraniano.
De acordo com as informações, o foco das ações militares esteve concentrado em alvos convencionais, enquanto parte das instalações nucleares foi atingida principalmente por Israel. Ainda assim, o estoque de urânio enriquecido segue como ponto central de preocupação, já que não há confirmação sobre o destino de cerca de 440 quilos do material, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica.
Antes dos ataques realizados em 2025, a estimativa era de que o Irã poderia produzir material suficiente para uma bomba em até seis meses. Após os bombardeios, esse prazo foi ampliado para um intervalo entre nove meses e um ano, cenário que permanece inalterado até o momento.
Nos bastidores, autoridades americanas avaliam que, para frear de forma mais efetiva o programa nuclear, seria necessário eliminar ou retirar o urânio altamente enriquecido ainda existente no país. Parte desse material pode estar armazenada em estruturas subterrâneas, o que dificulta ações militares diretas e inspeções internacionais.
A Casa Branca afirmou que as operações recentes enfraqueceram a capacidade industrial de defesa do Irã, mas reconhece que o programa nuclear segue ativo. Especialistas apontam que a dificuldade em atingir instalações protegidas e a falta de acesso a dados atualizados tornam o monitoramento mais complexo.
O Irã nega buscar o desenvolvimento de armas nucleares. Já os Estados Unidos e a comunidade internacional mantêm o tema como prioridade nas discussões geopolíticas, diante do impacto que o avanço nuclear pode ter no equilíbrio de forças no Oriente Médio.




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