18/07/2026

Brasil sobe no ranking de liberdade de imprensa e supera EUA pela primeira vez

         

País avança para a 52ª posição em levantamento da Repórteres Sem Fronteiras e registra melhora após anos de tensão institucional

O Brasil avançou para a 52ª colocação no ranking mundial de liberdade de imprensa, divulgado pela Repórteres Sem Fronteiras. Com o resultado, o país subiu 11 posições em relação ao ano anterior e acumula um salto de 58 posições desde 2022. Pela primeira vez, o Brasil aparece à frente dos Estados Unidos, que ocupam a 64ª posição.

Na América do Sul, o país fica atrás apenas do Uruguai, que aparece na 48ª colocação. Segundo a organização, o desempenho brasileiro contrasta com o cenário global, marcado por deterioração nas condições de trabalho da imprensa.

“Trata-se de um avanço muito expressivo em um contexto em que a maioria dos países tem vivido um cenário de deterioração”, afirmou Artur Romeu, diretor da entidade para a América Latina.

De acordo com o relatório, a melhora do Brasil está associada à redução de tensões institucionais e à ausência de assassinatos de jornalistas desde 2022, quando ocorreu o caso do indigenista Dom Phillips, na Amazônia. Entre 2010 e 2022, foram registrados 35 assassinatos de profissionais da imprensa no país.

“Um dos marcadores é um cenário de volta à normalidade, a uma relação institucional dentro de um ambiente democrático entre um governo e a imprensa”, acrescentou Artur Romeu.

O levantamento também aponta avanços em políticas públicas voltadas à proteção do jornalismo, como a criação de mecanismos de monitoramento da violência contra jornalistas e iniciativas para enfrentamento da desinformação e regulação de plataformas digitais.

Apesar da evolução, o relatório destaca desafios ainda presentes, como campanhas de desinformação, ataques à credibilidade da imprensa e o uso de processos judiciais para pressionar profissionais da área.

No cenário internacional, a pesquisa indica que mais da metade dos países enfrenta situações classificadas como difíceis ou graves para o exercício do jornalismo. Nas Américas, os Estados Unidos registraram queda no ranking, em meio a críticas sobre hostilidade à imprensa e pressões institucionais.

Países como Argentina, Peru e El Salvador também apresentaram recuo, enquanto na parte inferior da lista permanecem nações como Nicarágua, Cuba e Venezuela. No topo do ranking, liderado pela Noruega, predominam países europeus.

Nenhum comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Fatos Marcantes
    Visão Geral de Privacidade

    Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.