Imprensa nacional e internacional destaca impactos da fumaça e dificuldades de combate no Amazonas

A crise das queimadas no Amazonas ganhou repercussão nacional e internacional no fim de semana. Escolas fechadas, Manaus encoberta e dificuldades até para os aviões de combate levantarem voo marcaram a cobertura. Para o público de fora da região, o retrato apresentado foi o de uma emergência que afeta a população e continua exigindo respostas das autoridades.
A Al Jazeera, rede de televisão e notícias sediada no Catar, no Oriente Médio, publicou um vídeo com a descrição, em tradução: “Fumaça densa cobre a cidade brasileira de Manaus devido aos incêndios nas florestas da Amazônia”. A legenda acrescenta que escolas e estabelecimentos comerciais precisaram fechar, segundo a imprensa local.
A Reuters, agência internacional de notícias sediada em Londres, no Reino Unido, distribuiu fotografias de Bruno Kelly mostrando o Teatro Amazonas e a Ponte Rio Negro encobertos. O material associa a fumaça aos incêndios na floresta e a um depósito de lixo em chamas.
Na imprensa brasileira, a Folha de S.Paulo destacou: “Fumaça impede voos de aviões que combatem incêndios florestais no AM”. Segundo o Ibama, a baixa visibilidade comprometeu operações nos dois aeroportos utilizados em Manaus naquele momento. O Terra também abordou as restrições aéreas e o alerta enviado pela Defesa Civil aos moradores.
A CNN Brasil e o UOL repercutiram o pedido de socorro do prefeito Renato Júnior. Ele cobrou ajuda das autoridades estaduais, nacionais e internacionais e afirmou que Manaus sofre com queimadas de outros municípios e estados.
Os reforços governamentais também apareceram na cobertura. A Folha noticiou o anúncio de mais cinco aeronaves e a mobilização de militares pelo governo federal. No Amazonas, o governador Roberto Cidade convocou o comitê de enfrentamento a eventos climáticos, citou reforço de equipes e reconheceu que a situação continuava grave.
Predominou, portanto, o relato dos danos e das dificuldades de resposta, sem uma condenação uniforme dos governos pelos veículos. Ainda assim, imagens de uma capital encoberta podem reforçar no exterior a percepção de que a proteção da Amazônia permanece insuficiente.
A fumaça seguiu forte no fim de semana, com percepção local de maior intensidade no domingo. A expectativa agora é que a mobilização anunciada resulte em controle dos incêndios e melhora da qualidade do ar. A repercussão amplia a cobrança, mas é a população exposta à poluição que precisa da resposta mais urgente.




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