19/07/2026

Governador interino tem fiscal exigente, que não dispensa críticas e até puxões de orelha quando necessário. Saiba quem é

         


A presença constante de uma figura nos bastidores das agendas do governo do Amazonas tem chamado atenção nos últimos dias. Trata-se de Ângela Cidade, mãe do governador interino Roberto Cidade, que tem acompanhado de perto compromissos oficiais — e, segundo ela mesma, não abre mão de orientar o filho, inclusive com “puxões de orelha” quando necessário.

No último fim de semana, Ângela esteve ao lado do governador em diferentes agendas públicas. Entre elas, a entrega de 1,2 mil óculos à população com problemas de visão, incluindo crianças que apresentavam baixo rendimento escolar justamente por dificuldade para enxergar. A participação reforça a proximidade com a rotina administrativa neste momento em que o filho ocupa interinamente o cargo mais alto do Executivo estadual.

Administradora de formação, com mestrado em comércio exterior, Ângela Cidade mantém atuação empresarial e afirma não ter interesse em ingressar na política. A presença frequente, segundo ela, está ligada ao histórico familiar de acompanhamento da trajetória do filho.

“Sempre a gente acompanha o trabalho do nosso filho. A nossa família é muito unida”, afirmou. Ela relembrou que o atual governador interino começou a trabalhar ainda aos 14 anos ao lado dos pais, inicialmente no interior e depois em Manaus.

Durante a entrevista, Ângela atribuiu o momento político vivido pelo filho à fé e à trajetória construída ao longo dos anos.

“Se meu filho está hoje como governador interino, é porque foi uma determinação de Deus. Eu confio muito na vontade de Deus”, declarou.

Ela também destacou o que considera um princípio central da família: “O nosso dilema sempre foi cuidar do próximo”.

Apesar do tom de orgulho, Ângela deixa claro que o papel de mãe inclui orientar e, quando necessário, corrigir.

“Ele sabe. Eu digo: ‘meu filho, não é assim…’ Na hora de puxar a orelha, a gente puxa. Na hora de aconselhar, a gente aconselha”, afirmou.

A fala reforça uma relação que mistura proximidade familiar com acompanhamento atento, ainda que sem qualquer formalidade institucional.

Questionada sobre eventual interesse em disputar cargos públicos, Ângela foi direta ao negar:

“Não. Estou aqui porque sempre acompanhei o trabalho do meu filho”.

A presença da mãe em agendas oficiais, embora não represente função pública, adiciona um elemento curioso ao cenário político local, ao evidenciar uma participação familiar próxima em um momento de transição no comando do governo estadual.

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