02/07/2022

Família amazonense é extorquida em Ciudad Del Este no Paraguai.

Foto: Divulgacao.

Milhares de brasileiros atravessam a Ponte da Amizade, entre o Brasil e o Paraguai, todos os dias, atraídos pela possibilidade de boas compras na Ciudad Del Este. Porém, há tantas armadilhas e pegadinhas no trajeto, que o melhor seria não visitar aquele lugar. Quando falo de “armadilhas”, me refiro a risco de assalto, sequestro e até morte.

Na última semana, uma família Manauara, foi vítima de extorsão em um estacionamento de nome “Wi-Fi” que fica nas proximidades das grandes lojas como a Monalisa e a Cell-Shop (lojas de importados) no país vizinho.

“Antes mesmo de atravessar a ponte da amizade dezenas de pessoas te abordam querendo que você use um dos estacionamentos. Chegaram a nos cobrar 40, antes de atravessar e 70 na Ciudad Del Este. Optamos por ir mais adiante e seguimos um dos “guias” até um dos estacionamentos. Após subirmos 3 andares com o carro, quisemos descer, pois somente lá em cima nos demos conta de que não havia elevador e estávamos com carrinho de bebê. O responsável do local, de forma grosseira, disse que só sairíamos se pagássemos o valor cheio que ele informava inicialmente ser 70. Nos sentimos acuados e acabamos desistindo e deixamos o carro por lá mesmo, pois devido ao horário e o trânsito caótico daquele lugar, possivelmente não conseguiríamos nenhuma outra facilidade”, contou o funcionário público Antonio Silva.

Mas a decepção da Família Silva com a viagem só estava começando. Durante visita às lojas, perceberam que os preços eram semelhantes ou maiores do que os praticados em Manaus. O assédio dos vendedores ambulantes e os furtos que ocorriam a todo momento deixaram os turistas barés com medo.

“Presenciamos o furto do celular de um idoso. A vítima gritou e os outros turistas se agitaram. Acuado, o ladrão jogou o celular e saiu correndo. As crianças ficaram assustadas com o ocorrido, “destacou nosso personagem.

Depois de penar transitando pelo meio da rua, já que as calçadas são tomadas por ambulantes e não oferecem condições de acessibilidade, a família voltou para o estacionamento para dar início ao trajeto de volta a Foz do Iguaçu no lado brasileiro.

Daí veio a pegadinha: o estacionamento é cobrado em dólar. Claro, tudo naquele local é cobrado em dólar.

Perceberam que os atendentes que recepcionaram a família já tinham saído. Para surpresa de todos, outro homem que agora tomava conta do lugar, disse que em vez de R$ 70,00 seriam cobrados U$ 70,00, o equivalente a R$ 200,00 reais. “Imagina um estacionamento de R$ 200,00? Até em Paris, nas proximidades da Torre Eiffel, não se cobra esse preço, mesmo sendo a cobrança em euro.

A cara de pau é tamanha, que o mesmo homem, ainda ofereceu uma “facilidade” para que não pegássemos fila no caminho de volta, subornando os policiais paraguaios em uma estrada clandestina, furando o grande congestionamento na ponte da amizade, destacou a vítima indignada.

Depois de tantas frustrações e cerca de 2h no trânsito, a família conseguiu finalmente voltar para o Brasil, embora muitas outras não tenham conseguido a mesma sorte. Já houve casos de sequestro e mortes de brasileiros. Todos os dias, novos casos são registrados e pouco ou quase nada se pode fazer já que não dá para contar nem mesmo com as autoridades daquele país.

Leia nos links a seguir narrativas de situações semelhantes.

https://www.tripadvisor.com.br/ShowTopic-g294079-i7050-k10354710-Nao_va_de_carro_ao_Paraguay-Paraguay.html

http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/alertas/cuidados-necessarios-ao-fazer-compras-no-paraguai

Texto: Fabio Melo.

Edição: Kethlenn Porto Melo.

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