15/06/2026

Desmatamento no Amazonas cai 57% nos cinco primeiros meses de 2026

         

Dados do Inpe apontam redução de mais de 8 mil hectares desmatados entre janeiro e maio; número de alertas também apresentou queda de 45% no período.

A área desmatada no Amazonas apresentou redução de 57% entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), monitorados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Segundo os registros, o desmatamento caiu de 14.263 hectares em 2025 para 6.081 hectares em 2026. A redução foi de 8.182 hectares, área equivalente a aproximadamente 11,5 mil campos de futebol.

O número de alertas de desmatamento também apresentou queda. Entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 772 alertas. No mesmo período deste ano, o total caiu para 423 ocorrências, uma redução de cerca de 45%.

Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, os resultados refletem o trabalho contínuo de monitoramento ambiental e fiscalização realizado pelos órgãos estaduais no combate ao desmatamento ilegal.

De acordo com o governo estadual, as ações contam com ferramentas de inteligência territorial que permitem identificar áreas críticas e direcionar operações de fiscalização para regiões com maior pressão ambiental.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou que a integração entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento tem fortalecido as estratégias de proteção ambiental no Amazonas.

Municípios com mais alertas

Entre janeiro e maio de 2026, o município de Apuí liderou o ranking de alertas de desmatamento no Amazonas, com 43 registros. Em seguida aparecem Lábrea, com 33 alertas, e Humaitá, com 23 ocorrências.

Em relação à área afetada, Apuí também registrou o maior volume de desmatamento, com 1.652 hectares. Lábrea aparece na sequência, com 1.401 hectares desmatados, enquanto Novo Aripuanã contabilizou 813 hectares.

Sistema de monitoramento

Criado pelo Inpe em 2004, o sistema Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal da Amazônia, incluindo desmatamento, degradação florestal e exploração madeireira.

As informações são analisadas pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), do Ipaam, e servem como base para definir áreas prioritárias para ações de fiscalização.

Operação Tamoiotatá

A Operação Tamoiotatá integra as estratégias do Governo do Amazonas para combater o desmatamento ilegal e as queimadas no estado. Em sua sexta edição, a iniciativa reúne órgãos ambientais e forças de segurança pública em operações realizadas em áreas consideradas prioritárias.

As equipes atuam com vistorias, aplicação de medidas administrativas e reforço da proteção em unidades de conservação e regiões estratégicas para a preservação da floresta.

A operação seguirá até dezembro de 2026, período que coincide com a fase de maior estiagem no Amazonas e de aumento do risco de queimadas.

 

 

Foto: Ipaam

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