18/07/2026

Defesa aponta motivação política e diz que citação de Anabela se limita à compra de passagens em agência investigada

         

A defesa da policial civil e advogada Anabela Cardoso Freitas afirma que há motivação política por trás da repercussão do caso e sustenta que ela não possui qualquer relação com organização criminosa ou com os investigados da Operação Erga Omnes.

Segundo o advogado Raphael Grosso Filho, os esclarecimentos prestados por Anabela tratam exclusivamente da compra de passagens aéreas para fins pessoais em uma agência de viagens local que, posteriormente, passou a ser alvo de investigação. A defesa afirma que ela não tinha conhecimento de qualquer irregularidade envolvendo a empresa.

Ele destaca também que Anabela é servidora concursada há quase 20 anos como policial civil, nunca foi investigada ou processada anteriormente por qualquer crime e possui reconhecida idoneidade funcional.

No relatório da operação, a Polícia Civil detalha apreensão de drogas, armas, empresas supostamente utilizadas no esquema e divisão de núcleos dentro da organização investigada. No caso específico de Anabela, a defesa sustenta que não há vínculo com o núcleo apontado como responsável pelo tráfico ou pela estrutura financeira do grupo.

O advogado afirma ainda que repudia qualquer tentativa de polemizar o caso para fins midiáticos e políticos. O episódio ocorre em um momento de movimentação pré-eleitoral no Amazonas, cenário em que o prefeito David Almeida é citado como possível candidato ao Governo do Estado em 2026. A defesa sugere que a exposição do nome da servidora pode estar inserida nesse contexto.

A investigação segue sob análise da Justiça, que irá avaliar o conjunto de provas reunidas no inquérito.

Nota da defesa na íntegra:

A defesa da Sra Anabela Freitas informa:

• Que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas ou com qualquer um dos investigados. Anabela é advogada, servidora pública concursada há quase 20 anos como policial civil e com reconhecida idoneidade. Nunca foi investigada ou processada anteriormente por qualquer crime, nem mesmo relação com qualquer investigado.

• Os esclarecimentos que teve de prestar tratam de compra de passagens aéreas para fins pessoais em uma agência de viagens local, que somente agora soube ser alvo de investigação na operação Erga Omnes.

• Repudiamos qualquer tentativa de polemizar midiaticamente e para fins políticos o caso, uma vez que a policial não possui qualquer vínculo ou benefício com o objeto das investigações. Qualquer afirmação diferente disto se trata unicamente de distorção da verdade.

Dr. Raphael Grosso Filho

OAB/AM 15800

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