Após repercussão, pedreiro que se defendeu sozinho rebate críticas e diz que advogados não perderão espaço

O pedreiro Edilson Takahara voltou a se manifestar após a repercussão do caso em que fez pessoalmente uma sustentação oral no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), sem representação profissional.
Em vídeo enviado ao jornalista Fabio Melo, do Portal Fatos Marcantes, Edilson respondeu às críticas de advogados que demonstraram preocupação com a divulgação do direito que permite ao trabalhador, em determinadas situações, atuar sozinho na Justiça do Trabalho.
“Não há motivo de preocupação, não há motivo de ciúme”, afirmou.
O direito é conhecido como jus postulandi e permite que empregado ou empregador pratique determinados atos no processo sem advogado.
Segundo Edilson, menos de 2% dos processos no Brasil são conduzidos dessa forma. O percentual foi citado por ele no vídeo, sem indicação da fonte.
“O povo não tem essa cultura de tentar resolver as suas causas trabalhistas sozinho”, disse.
Edilson também destacou que exercer esse direito exige conhecimento e esforço. Entre as principais dificuldades estão compreender a legislação e dominar ferramentas como o Processo Judicial Eletrônico (PJe).
“A gente primeiro [precisa] entender a legislação, entender a parte tecnológica envolvida no PJe”, explicou.
O pedreiro ganhou repercussão depois de ocupar a tribuna do TRT-11 para defender pessoalmente sua causa. Agora, diante do debate provocado pelo caso, argumenta que a baixa utilização desse direito e as dificuldades para conduzir um processo afastam o temor de perda de espaço pelos advogados.




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