Onde você estava em 11 de setembro de 2001? Ataques que mudaram o mundo completam 25 anos

Duas décadas e meia depois, imagens das Torres Gêmeas em chamas continuam entre as mais marcantes do século 21 e fazem parte da memória de quem acompanhou aquele dia
Onde você estava quando as Torres Gêmeas foram atingidas? A pergunta remete a uma das manhãs mais marcantes da história recente. Para milhões de pessoas, o 11 de Setembro ficou associado ao lugar onde estavam, às pessoas que estavam por perto e às imagens transmitidas pela televisão enquanto o mundo tentava entender o que estava acontecendo.
Nesta sexta-feira (11), os atentados de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos. Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados. Dois atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos; e o quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia.
Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques. As imagens dos prédios em chamas, das pessoas correndo pelas ruas de Manhattan e, posteriormente, do desabamento das torres foram transmitidas para diferentes partes do mundo e se tornaram símbolos de uma tragédia que ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos.
O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8h46. Às 9h03, um segundo avião atingiu a Torre Sul. A estrutura sul desabou às 9h59. A Torre Norte caiu às 10h28.
Entre as pessoas que sobreviveram está Hans Gernot Schenk, colombiano-alemão que trabalhava no 32º andar da Torre Norte. Naquela manhã, ele chegou ao trabalho cerca de dez minutos mais tarde do que o habitual. Estava a aproximadamente 25 metros da entrada do prédio quando percebeu pessoas correndo e viu a fumaça provocada pelo ataque.
Ele conseguiu deixar a região e, mais tarde, acompanhou pela televisão o desabamento das torres. Anos depois, ainda carregava consequências daquele dia.
“A questão da culpa é muito forte. Eu me sinto sortudo, mas às vezes me sinto culpado”, afirmou Hans. “Por que eu sim e por que os outros não?”
O episódio também deixou marcas entre familiares das vítimas. É o caso de Gwen Briley-Strand, irmã de Jonathan Briley, funcionário do restaurante Windows on the World, que ficava no alto da Torre Norte.
Jonathan é apontado por uma investigação jornalística como o homem que aparece em uma das fotografias mais conhecidas do 11 de Setembro: a imagem registrada pelo fotógrafo Richard Drew e posteriormente conhecida como “Falling Man”.
A identidade da pessoa fotografada nunca foi confirmada oficialmente. Para Gwen, no entanto, a semelhança com o irmão é difícil de ignorar.
“Na verdade, parecia mesmo com ele”, afirmou.
A fotografia se tornou uma das imagens mais controversas e marcantes daquele dia. Para a família, a lembrança está ligada não apenas à fotografia, mas também aos momentos vividos com Jonathan antes da tragédia.
“Às vezes parece que se passaram 25 anos, mas, em outras, parece que foi ontem”, contou Gwen. “É uma onda de tristeza. Alguns anos são melhores do que outros.”
As histórias de sobreviventes e familiares ajudam a dimensionar o impacto de uma manhã que mudou não apenas Nova York, mas também a política e a rotina de milhões de pessoas.
Depois dos ataques, os procedimentos de segurança em aeroportos foram ampliados, enquanto os Estados Unidos iniciaram uma série de operações militares. Em outubro de 2001, o país invadiu o Afeganistão. Em 2003, começou a Guerra do Iraque.
O 11 de Setembro também mudou a forma como viagens, segurança e terrorismo passaram a ser tratados internacionalmente. As consequências políticas daquele dia continuam sendo discutidas 25 anos depois.
Em Nova York, o local onde ficavam as Torres Gêmeas abriga atualmente o novo complexo do World Trade Center, além do memorial construído em homenagem às vítimas. O One World Trade Center passou a ocupar novamente parte do horizonte de Manhattan.
Mas a memória daquele dia não está apenas nos monumentos.
Ela permanece nas histórias de quem sobreviveu, nas famílias que perderam alguém e nas pessoas que, mesmo a milhares de quilômetros de Nova York, acompanharam pela televisão uma sequência de acontecimentos que parecia impossível.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro continua sendo lembrado não apenas pelos números e pelas imagens, mas pelas histórias individuais que ajudam a contar o que aconteceu naquela manhã.
Foto: Jornal da USP




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