Funcionários da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Paralisação começou nesta quinta-feira (10) após trabalhadores rejeitarem proposta de reestruturação do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados
Trabalhadores da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país nesta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada pela categoria em assembleias realizadas na última semana, após a rejeição de uma proposta apresentada pelo banco para reestruturar o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
O principal ponto de discordância envolve mudanças na forma de cobrança do benefício. Segundo os bancários, as alterações aumentariam os custos para funcionários da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes, com maior impacto para quem utiliza o plano com frequência.
Entre as medidas rejeitadas está o aumento da contribuição de aposentados e pensionistas, que passaria de 3,5% para 4,5% do salário. A proposta também prevê elevar de 7% para 9% o limite de comprometimento da renda familiar com o plano e manter a cobrança de 13 mensalidades por ano.
A reestruturação também estabelece novos valores para alguns serviços. A mensalidade por dependente passaria de R$ 480 para R$ 660, enquanto a taxa para consultas em pronto-socorro subiria de R$ 75 para R$ 150.
O teto anual por família também seria alterado, passando de R$ 3.600 para R$ 4.800, no caso de dependentes diretos. A proposta prevê ainda uma coparticipação mínima de R$ 50 para todos os usuários.
Diante do início da paralisação, a direção da Caixa convocou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para uma reunião com o objetivo de retomar as negociações.
Os sindicatos, no entanto, mantêm a orientação de forte adesão à greve. A categoria busca pressionar o banco pela apresentação de uma nova proposta e pela revisão dos reajustes previstos para o Saúde Caixa. A paralisação ocorre por tempo indeterminado e atinge trabalhadores da Caixa em todo o país.
Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil




Nenhum comentário