TCE-AM suspende licitação de R$ 4 bilhões para serviços em presídios e aprova fiscalização de contratos da gestão Wilson Lima

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) manteve suspensa a licitação de quase R$ 4 bilhões para contratação de serviços destinados ao sistema prisional do Estado. O edital foi lançado ainda na gestão do ex-governador Wilson Lima, no fim de 2025, e teve a suspensão mantida pelo relator do processo, conselheiro Érico Desterro.
A licitação foi aberta pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), órgão responsável pela gestão dos presídios do Amazonas. Segundo o relator, a concorrência presencial nº 17/2025 apresenta indícios de irregularidades. Entre os principais pontos apontados estão a falta de comprovação de cobertura orçamentária para parte da execução do contrato, a proibição da participação de empresas em consórcio e a adoção da modalidade presencial sem justificativa, apesar de a legislação estabelecer o formato eletrônico como regra.
“Mantenho a minha convicção firme de que isto não pode proceder”, afirmou Érico Desterro ao defender a anulação do edital e a realização de uma nova licitação com as correções necessárias.
Durante a sessão, o conselheiro Ari Moutinho Júnior pediu vista do processo e propôs a realização de uma fiscalização extraordinária sobre todos os contratos da SEAP relacionados aos serviços prestados no sistema prisional do Amazonas nos últimos oito anos. Segundo ele, o objetivo é verificar possíveis vínculos entre empresas contratadas, como sócios, endereços e grupos econômicos, além de apurar eventuais irregularidades.
“Esse tribunal tem que se posicionar de forma firme, clara e objetiva”, declarou Ari Moutinho Júnior.
A presidente do TCE-AM, Yara Lins, concedeu o pedido de vista e colocou em votação a proposta de fiscalização extraordinária. A medida foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros presentes.
Com isso, além de manter suspensa a licitação bilionária para serviços nos presídios do Amazonas, o Tribunal também determinou a realização de uma fiscalização sobre os contratos firmados para o sistema prisional durante a gestão Wilson Lima.




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