Justiça aponta demora processual ao soltar médico em caso de morte de recém-nascido, e MPAM diz que promotor estava afastado por acidente

A revogação da prisão do médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um recém-nascido durante um parto em Eirunepé, expôs divergência entre a Justiça e o Ministério Público do Amazonas (MPAM) sobre a demora no andamento do processo.
Ao conceder a liberdade, o Judiciário apontou atraso na tramitação e citou a ausência do Ministério Público em audiência como um dos fatores para o adiamento da instrução, sem nova data definida. O médico estava preso há cerca de 130 dias, e o juiz considerou que manter a prisão nesse cenário seria desproporcional.
O MPAM, por sua vez, afirmou em nota que a ausência ocorreu porque o promotor da comarca, Cláudio Moisés, está afastado por problemas de saúde após um grave acidente em março, que também resultou na morte de seu assessor jurídico.
Segundo o órgão, o pedido para atuação de outro promotor foi feito na véspera de feriado e não houve tempo hábil para substituição antes da decisão judicial.
O caso ocorreu em 22 de novembro de 2025. De acordo com as investigações, o médico não atendeu aos chamados durante o trabalho de parto e chegou horas depois ao hospital. O bebê morreu.
O Ministério Público destacou ainda que acompanha o caso desde o início e que foi responsável pela decretação da prisão do investigado.
O processo segue em andamento.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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