Wilson Lima diz que obra anunciada para a br-319 “não é pavimentação” e deve durar apenas dois invernos

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Wilson Lima afirmou que a obra anunciada pelo Governo Federal para o trecho mais crítico da BR-319 não representa uma pavimentação definitiva da rodovia. A declaração foi dada nesta terça-feira (16), durante entrevista ao programa Poder e Opinião Entrevista, do Canal NC News.
Segundo Wilson, o contrato prevê a aplicação do Tratamento Superficial Duplo (TSD), técnica diferente da pavimentação convencional e que, na avaliação dele, teria vida útil limitada nas condições climáticas da Amazônia.
“Primeiro, a BR não está sendo pavimentada. O contrato que fizeram agora é para um serviço chamado Tratamento Superficial Duplo. Isso dura no máximo dois invernos amazônicos”, afirmou.
Durante a entrevista, o ex-governador também questionou a viabilidade da execução dos serviços no trecho conhecido como “meio da BR”. Segundo ele, a ausência de áreas próximas para retirada de material aumenta significativamente os custos da obra.
“Tem trechos em que 70% do valor é logística e 30% é material. Chegar lá é mais difícil do que pavimentar”, declarou.
Wilson defendeu a adoção de uma solução permanente para a rodovia e afirmou que o modelo anunciado não resolve de forma definitiva os problemas enfrentados por motoristas e transportadores que utilizam a estrada.
No mês passado, o ex-governador percorreu a BR-319 entre Manaus e Porto Velho. Durante a viagem, visitou comunidades, conversou com caminhoneiros e acompanhou as condições de tráfego em trechos que registram atoleiros e interrupções durante o período chuvoso.
Com aproximadamente 885 quilômetros de extensão, a BR-319 é a única ligação rodoviária entre Manaus e o restante do país. O trecho mais crítico está localizado entre os quilômetros 250 e 655, onde são frequentes os problemas de trafegabilidade durante o inverno amazônico.
A recuperação da rodovia é alvo de discussões há décadas e envolve debates sobre logística, desenvolvimento econômico e questões ambientais.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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