Moradores pedem afastamento do síndico do Amazonas Flat por vazamento de gás e supostas falhas estruturais; Caso vai parar na Justiça
Um grupo de moradores do Amazonas Flat ingressou com ação judicial pedindo o afastamento imediato do síndico e a nomeação de interventor, alegando vazamento de gás, infiltrações e outras possíveis falhas estruturais no prédio, localizado na Avenida Djalma Batista, em Manaus. O edifício abriga mais de 140 famílias.
Na ação, os autores sustentam que há risco à segurança dos condôminos em razão de possível vazamento de gás encanado nas dependências do imóvel. Eles afirmam que o último teste de estanqueidade — procedimento técnico utilizado para identificar vazamentos na rede — teria sido realizado em 1996, há cerca de 30 anos. Também apontam infiltrações consideradas graves, ausência de Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), conhecido como para-raios, e questionam a condução de assembleia de prestação de contas, citando apresentação de grande número de procurações e supostas restrições à fiscalização de documentos.
Em nota, a administração do condomínio afirma que o pedido de afastamento parte de um grupo minoritário. Sobre o odor de gás relatado em 10 de fevereiro de 2026, informou que acionou a empresa responsável pelo abastecimento no mesmo dia. Segundo a gestão, a vistoria técnica indicou que o possível vazamento pode ter origem interna em apartamentos e em dois pontos externos da edificação. A administração declarou que iniciou intervenções imediatas, incluindo abertura de paredes para localizar a tubulação, e que uma nova vistoria foi agendada, com laudo previsto para os próximos dias.
O condomínio confirmou ainda que foi autuado pelo Corpo de Bombeiros em 4 de fevereiro de 2026 para regularização, com prazo de 30 dias, e que está providenciando a documentação exigida. Em relação à visita da Defesa Civil, informou ter apresentado laudo estrutural com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e afirmou que não houve notificação ou autuação.
O pedido de afastamento foi analisado pela 14ª Vara Cível de Manaus, que em decisão de 28 de janeiro de 2026 negou a liminar para retirada imediata do síndico. A atual gestão permanece no cargo enquanto o processo segue em tramitação.
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