Aleam alcança assinaturas para CPI do Asfalto; prefeito David Almeida afirma que quer depor
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) confirmou, nesta terça-feira (5), que recebeu dez assinaturas de deputados estaduais para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o programa “Asfalto Manaus” — que teria recebido recursos do Governo do Estado que destinou recursos para obras de pavimentação na capital. O número supera o mínimo exigido de oito assinaturas.
O pedido de instalação da CPI foi apresentado pelo deputado Delegado Péricles (PL). Segundo ele, a comissão pretende “apurar a aplicação dos recursos repassados pelo Estado e a execução dos contratos de asfaltamento na cidade de Manaus”.
A iniciativa recebeu uma reação inusitada do deputado Daniel Almeida (Avante), irmão do prefeito David Almeida. Ele parabenizou o grupo de parlamentares pela mobilização, mas cobrou a mesma agilidade para investigar áreas de responsabilidade direta do Estado.
“Que essa celeridade também seja aplicada para investigar problemas na segurança pública e na saúde, como as dificuldades enfrentadas nos hospitais 28 de Agosto, João Lúcio, Hospital da Criança e Dona Lindu”, afirmou Daniel, acrescentando que o aumento da criminalidade também deveria estar no foco do Legislativo.
O prefeito David Almeida, em entrevista ao portal Fatos Marcantes, disse que, se a CPI for confirmada, quer ser chamado pessoalmente para prestar esclarecimentos.
“Prefiro que me chamem, em vez de convocarem secretários. Quero colocar tudo o que sei sobre o tema e também contribuir apontando outras áreas que deveriam preocupar os deputados estaduais”, declarou.
O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que a CPI não será aberta de imediato. Segundo ele, é necessário definir o objeto determinado da investigação e aguardar um parecer da Procuradoria da Casa para verificar a legalidade do pedido.
“Ainda vamos definir o objeto e aguardar o relatório da Procuradoria para ver se está tudo dentro da lei”, disse.
Nos bastidores, a CPI surge em um momento politicamente sensível, próximo das eleições de 2026, e pode servir como vitrine para deputados que pretendem disputar a reeleição.
Assinaram o pedido da CPI os deputados: Delegado Péricles (PL), Alessandra Campêlo (Podemos), Cristiano D’Angelo (MDB), Rozenha (PMB), Sinésio Campos (PT), Wanderley Monteiro (Avante), Wilker Barreto (Mobiliza), Adjuto Afonso (União Brasil), Carlinhos Bessa (PV) e Comandante Dan (Podemos).
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