Uso de deepfake por prefeitura reacende alerta sobre riscos da tecnologia

A utilização de vídeos com rostos gerados por inteligência artificial reacendeu o debate sobre os riscos e limites do deepfake no Brasil. A polêmica surgiu após a Prefeitura do Amapá, no interior do estado, divulgar um vídeo em que Virgínia Fonseca e Vinícius Júnior apareciam anunciando o pagamento de servidores municipais — material que foi apagado horas depois da repercussão negativa.
Especialistas alertam que o uso de deepfakes sem autorização fere o direito de imagem e pode gerar ações judiciais por danos morais, além de configurar fraude se houver intenção de enganar o público. A prática preocupa ainda mais em períodos eleitorais, quando montagens realistas podem ser usadas para espalhar desinformação ou simular falas de candidatos e autoridades.
A tecnologia, baseada em inteligência artificial, permite criar vídeos convincentes em poucos minutos, mesclando voz e rosto de pessoas reais com total fidelidade. Por isso, autoridades e entidades de comunicação têm defendido regras mais rígidas para o uso de IA em campanhas e conteúdos oficiais.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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