Primeiro navio atraca em píer provisório em Itacoatiara para reduzir carga durante a estiagem

Parte dos contêineres segue em balsas para permitir que a embarcação continue a viagem até Manaus com menor calado
O navio Fernão de Magalhães foi o primeiro a atracar, neste ano, no píer provisório flutuante instalado em Itacoatiara, no Rio Amazonas. A operação começou na noite de domingo (4), com a transferência de parte dos contêineres para balsas, para reduzir o peso da embarcação antes da viagem até Manaus.
O procedimento, chamado de alívio de carga, é utilizado quando a redução do nível dos rios limita a passagem de grandes navios. Com menos peso, a embarcação reduz o calado — a profundidade da parte do casco que fica submersa — e pode navegar por trechos mais rasos.
Segundo o diretor executivo do Grupo Chibatão, responsável pelo píer, Jhony Fidelis, o navio chegou com 1.111 contêineres. Parte da carga foi destinada a três balsas, que também seguirão para Manaus.
A estrutura foi deslocada da capital e ancorada em Itacoatiara antes do início das operações. De acordo com a empresa, o píer tem três guindastes para movimentação de contêineres e um equipamento de apoio, com capacidade de funcionamento durante 24 horas. Cerca de 150 profissionais participam da operação, dos quais 50 foram contratados no município.
A primeira atracação foi acompanhada pela Marinha do Brasil. Segundo o capitão dos Portos da Amazônia Ocidental, André Carvalhaes, as avaliações de segurança envolveram a estrutura, o deslocamento do píer, o posicionamento no rio e as condições de manobra dos navios e das balsas.
A chegada do Fernão de Magalhães também marcou o início da Operação Aduana Flutuante, da Receita Federal, para fiscalização das cargas movimentadas no local.
De acordo com a delegada-adjunta da Alfândega da Receita Federal em Manaus, Fernanda Printes, o controle inclui câmeras, monitoramento em tempo real e rastreamento das balsas por GPS. A previsão é manter equipes em revezamento em Itacoatiara até dezembro.
Uma operação semelhante foi realizada no município durante a estiagem de 2024. Segundo a empresa responsável pelo terminal, quase 59 mil contêineres foram movimentados naquele período. Neste ano, a permanência da estrutura deverá acompanhar as condições de navegação dos rios.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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