Presidente da Colômbia rouba a cena em Manaus ao defender legalização de drogas em evento do governo Lula contra o tráfico

Manaus (AM) – Na inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, nesta terça-feira (9), quem acabou chamando mais atenção foi o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Em um discurso de mais de meia hora, ele defendeu a legalização de entorpecentes como cocaína e maconha. “O fentanil hoje mata muito mais pessoas nos Estados Unidos do que a cocaína, e muito mais ainda do que a maconha. Isso mostra o fracasso das políticas atuais. É preciso discutir a legalização como forma de salvar a Amazônia”, declarou. Veja o vídeo no Final.
A fala gerou constrangimento porque a inauguração do centro tem justamente o foco no combate ao narcotráfico, ao tráfico de pessoas, à exploração irregular e a outros crimes transnacionais que ameaçam a região amazônica. O discurso de Petro foi mais longo que todos os demais, inclusive o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que preferiu ser breve, afirmando que faria uma intervenção “curta e incisiva” e encerrando logo depois ao dizer que já estava com fome, assim como a plateia.
Pela manhã, Lula destacou a importância do novo centro, que vai integrar esforços entre países e estados da Amazônia Legal no enfrentamento a crimes ambientais, tráfico de drogas, armas e pessoas.
À tarde, o presidente continuou a agenda em Manaus com a inauguração das obras do programa Norte Conectado, que prevê a implantação de infovias de fibra óptica subfluviais na região. A iniciativa vai ligar cidades amazônicas por meio de cabos instalados nos leitos dos rios, ampliando o acesso à internet de alta velocidade em áreas isoladas. No caso de Manaus, foi lançada a Infovia 04, que conecta o Amazonas a Roraima e deve beneficiar diretamente escolas, hospitais e órgãos públicos, além de reduzir custos de telecomunicação.
Com a inauguração do centro policial internacional e o avanço da integração digital pelo Norte Conectado, o governo busca reforçar, em uma mesma agenda, tanto o combate ao crime organizado quanto a inclusão tecnológica na Amazônia.




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