30/07/2026

Prefeito e governador evitam cumprimento em reencontro um dia após troca de acusações sobre a saúde pública

         

Um dia depois de divergirem publicamente sobre a gestão da saúde, Roberto Cidade e Renato Júnior participaram da mesma solenidade no TRE-AM, mas evitaram contato, troca de olhares e cumprimentos durante o evento.

O governador Roberto Cidade e o prefeito de Manaus, Renato Júnior, voltaram a se encontrar publicamente nesta quinta-feira (30), durante a posse da advogada Laura Lucas como juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O reencontro ocorreu um dia após a troca de acusações entre os dois sobre a condução da saúde pública na capital, mas foi marcado pelo distanciamento entre ambos.

Antes do início da solenidade, governador e prefeito passaram lado a lado em pelo menos uma oportunidade. Ao longo do evento, permaneceram próximos em diferentes momentos, porém não trocaram cumprimentos, não conversaram e evitaram contato visual, em uma cena que chamou a atenção das autoridades e convidados presentes.

O clima de constrangimento acontece após a mais recente divergência pública envolvendo a administração da saúde.

Na quarta-feira (29), Roberto Cidade afirmou que ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), administrado pela Prefeitura de Manaus, teriam sido direcionadas ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, administrado pelo Estado, com o objetivo de provocar superlotação e desgastar o governo.

Segundo o governador, a situação teria ocorrido em duas ocasiões e poderia ser comprovada por documentos e registros da Secretaria de Estado de Saúde.

Em resposta, Renato Júnior negou qualquer motivação política. O prefeito afirmou que os pacientes foram encaminhados ao 28 de Agosto por critérios técnicos, já que, segundo ele, naquele momento outras unidades estaduais não dispunham dos exames de imagem necessários para o atendimento.

Durante a posse no TRE-AM, a agenda institucional reuniu representantes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e do ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini.

Apesar de dividirem o mesmo ambiente durante toda a solenidade, Roberto Cidade e Renato Júnior mantiveram distância e não registraram qualquer interação pública, reforçando o momento de tensão política entre os chefes do Executivo estadual e municipal.

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Fonte: Fatos Marcantes   

Foto: Divulgação  

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