Passagens para o interior chegam a R$ 8 mil, e George Lins cobra contrapartidas da Azul

Deputado questionou tarifas apresentadas para Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira e pediu avaliação dos incentivos fiscais concedidos ao setor aéreo
Os preços das passagens aéreas entre Manaus e municípios do interior foram questionados pelo deputado estadual Dr. George Lins (União Brasil), nesta terça-feira (8), durante discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
De acordo com valores apresentados pelo parlamentar, uma passagem entre Manaus e Tabatinga custava aproximadamente R$ 3,4 mil por trecho, com ida e volta acima de R$ 6,6 mil. Para São Gabriel da Cachoeira, as tarifas exibidas ultrapassavam R$ 4 mil por trecho, elevando o custo da viagem completa para mais de R$ 8 mil.
“É inadmissível que nós tenhamos uma passagem de ida e volta nesse valor para quem está na capital e queira ir para Tabatinga e vice-versa”, declarou.
Impacto para os moradores do interior
George Lins argumentou que os preços afetam principalmente moradores de municípios sem ligação rodoviária com Manaus, para os quais o transporte aéreo representa uma das alternativas mais rápidas de deslocamento.
“Vivemos em um Estado de dimensões continentais, com muitas dificuldades e desafios logísticos, porque as nossas estradas são os rios. Por isso, o transporte aéreo precisa ser acessível à população”, afirmou.
Como comparação, o deputado citou rotas utilizadas por moradores do Alto Solimões, com passagem por Letícia e Bogotá, na Colômbia, antes da chegada a Manaus. Segundo ele, esses trajetos podem custar entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil.
Incentivos fiscais
O parlamentar também pediu que o Estado avalie as contrapartidas oferecidas pelas companhias beneficiadas com a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o querosene de aviação.
A legislação estadual estabelece cargas tributárias diferenciadas conforme o número de municípios atendidos regularmente. Segundo George Lins, empresas com voos para pelo menos quatro cidades do interior podem recolher uma carga efetiva de 7%. Para as que atendem 11 ou mais municípios, o percentual pode chegar a 3%, desde que sejam cumpridas as exigências legais.
“Se existem incentivos fiscais para o setor aéreo, precisamos discutir também quais são as contrapartidas oferecidas à população. O benefício precisa estar associado à ampliação e à qualidade do serviço”, declarou.
Oferta de voos
O deputado ainda demonstrou preocupação com possíveis mudanças na oferta de voos para Tabatinga, incluindo a substituição da aeronave empregada na rota. Na avaliação dele, tarifas elevadas e eventual redução da oferta podem ampliar as dificuldades enfrentadas pela população do interior.
“Não podemos aceitar que o cidadão que vive no interior seja penalizado justamente por morar em uma região que já enfrenta grandes desafios de logística”, concluiu.
Os preços mencionados correspondem às consultas apresentadas pelo parlamentar e podem variar conforme a data da viagem, a disponibilidade de assentos e o momento da compra. O material divulgado pela assessoria do deputado não apresentou manifestação da Azul sobre os questionamentos.
Fonte: Ascom Deputado George Lins
Foto: Divulgação




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