Ordens para crimes partiam de presídio onde foram apreendidos 19 celulares em operação em Parintins


O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou nesta quinta-feira (11) uma operação de combate às organizações criminosas em Parintins, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, medidas de quebra de sigilo e uma fiscalização extraordinária na unidade prisional do município.
A ação teve como um dos principais objetivos interromper a comunicação entre integrantes de facções criminosas. Segundo o MPAM, as investigações indicam que parte das ordens para a prática de crimes era transmitida de dentro da unidade prisional, o que levou à realização de uma inspeção considerada estratégica pelas autoridades.
Durante a operação, foram apreendidos 19 aparelhos celulares no presídio, além de armas, substâncias entorpecentes e cadernos com anotações que podem auxiliar no avanço das investigações. Nas diligências externas, também foram recolhidos documentos e outros materiais que passarão por análise.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação contou com apoio das polícias Militar e Civil, da Companhia Independente com Cães da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
As diligências ocorreram em áreas urbanas e rurais de Parintins, incluindo as comunidades de Vila Amazônia e Zé Açu, além das regiões do Castanhal e Teixeirão. De acordo com o Ministério Público, essas localidades vêm sendo monitoradas devido a indícios de atuação e expansão de organizações criminosas.
A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque, afirmou que a atuação busca impedir o fortalecimento das facções e a ocupação de espaços que deveriam estar sob responsabilidade do Estado.
A operação integra a Convergência Nacional, ação coordenada pelos Ministérios Públicos de todo o país para o enfrentamento ao crime organizado. Segundo o coordenador do Gaeco, promotor Leonardo Tupinambá do Valle, esta é a primeira etapa da mobilização no Amazonas, com previsão de ampliação para outros municípios do interior.
As investigações continuam em andamento. O Ministério Público ressalta que todas as medidas adotadas observam o devido processo legal e que os investigados têm assegurados os direitos ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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