18/07/2026

Operação bilionária: PF prende MC Ryan e MC Poze em ação contra lavagem de R$ 1,6 bilhão

         

Ação atinge influenciadores e cumpre mandados em oito estados; investigação aponta uso de dinheiro vivo e criptoativos

Uma operação de grande porte da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (15), teve como alvo uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro. A ofensiva resultou na prisão de artistas e influenciadores digitais em diferentes regiões do país.

Entre os alvos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de nomes ligados à produção de conteúdo nas redes sociais. No total, foram expedidos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, cumpridos em oito estados e no Distrito Federal.

A operação, denominada Narcofluxo, mobiliza cerca de 200 agentes e conta com apoio da Polícia Militar de São Paulo. As ordens judiciais partiram da 5ª Vara Federal em Santos.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava diferentes estratégias para ocultar a origem dos recursos, incluindo movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e operações com ativos digitais. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Entre os itens encontrados está um colar com a imagem do traficante colombiano Pablo Escobar.

MC Ryan foi preso durante uma festa no litoral paulista. Já MC Poze do Rodo foi detido em casa, no Rio de Janeiro.

As defesas dos investigados afirmaram que ainda não tiveram acesso completo aos autos. Em manifestação, a defesa de MC Ryan informou que “não teve acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo”, e destacou que as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada.

No caso de MC Poze, a defesa declarou que “desconhece os autos ou teor do mandado de prisão” e que irá se posicionar após análise do processo.

As investigações seguem em curso, e os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

 

Fonte: G1

Foto: Divulgação  

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