Líder do prefeito declara em evento evangélico que Renato Júnior assume a Prefeitura de Manaus a partir de abril

A realização do Congresso de Jovens da Assembleia de Deus no Amazonas (Conjadem), durante o período de Carnaval em Manaus, reuniu milhares de participantes e lideranças religiosas na capital. No entanto, além da programação voltada à juventude cristã, o evento também foi marcado por uma declaração de repercussão política.
Durante discurso no palco, o pastor Eduardo Alfaia, vereador de Manaus e líder do prefeito na Câmara Municipal, afirmou que o vice-prefeito Renato Júnior “é vice até o dia 30 de março” e que, a partir dessa data, “passa a ser prefeito da cidade de Manaus, se Deus quiser”. A declaração foi feita diante do público presente, acompanhada de pedido de oração pelas autoridades municipais.
A fala chama atenção porque ocorre em meio a especulações recentes sobre a possibilidade de o prefeito David Almeida deixar o cargo para disputar o Governo do Amazonas nas eleições deste ano. Nas últimas semanas, o próprio prefeito afirmou que a candidatura era uma possibilidade política, mas não uma decisão consolidada naquele momento.
Ao mencionar de forma direta a data de 30 de março como marco para a posse de Renato Júnior, o líder do Executivo na Câmara sinaliza, publicamente, a hipótese de transição no comando da prefeitura, o que amplia o debate sobre o cenário eleitoral estadual.
O evento religioso também contou com manifestações de agradecimento à atual gestão municipal. Pastores destacaram apoio logístico da prefeitura para a realização do congresso e compararam a estrutura disponibilizada ao evento com a de grandes festas populares da cidade. Renato Júnior participou da programação e relatou experiências pessoais vividas em cultos anteriores, reforçando vínculo com a comunidade evangélica.
Criado inicialmente com estrutura simples, o congresso de jovens cresceu ao longo dos anos e, segundo os organizadores, já reuniu cerca de sete mil participantes em edições anteriores, sendo interrompido apenas durante o período de restrições da pandemia de Covid-19. A proposta, segundo os líderes, é manter a realização do encontro durante o Carnaval como alternativa de mobilização religiosa na cidade.
Apesar do caráter religioso da programação, a declaração envolvendo a sucessão na Prefeitura de Manaus acabou se tornando um dos principais pontos de repercussão do evento, ao inserir no ambiente de um congresso evangélico um indicativo direto sobre possível mudança no comando do Executivo municipal a partir do fim de março.




Nenhum comentário