18/07/2026

Justiça autoriza uso de recursos bloqueados para 13 cirurgias cardíacas pelo SUS no Amazonas

         

 

Um acordo judicial autorizou a liberação de R$ 550,3 mil em recursos anteriormente bloqueados para a realização de 13 cirurgias de ablação cardíaca pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Manaus. Os procedimentos serão realizados na Fundação Hospitalar do Coração Francisca Mendes (FHCFM) e beneficiarão pacientes que aguardavam na fila com indicação médica para o tratamento de arritmias.

A medida integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no âmbito do Processo nº 0657620-32.2020.8.04.0001, em tramitação na 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus, e dá continuidade à execução de um acordo judicial entre o Estado do Amazonas e a Defensoria Pública.

Segundo os autos, os valores bloqueados judicialmente somam R$ 2.351.549,12 e foram originalmente destinados à aquisição de insumos, órteses, próteses, materiais especiais (OPMEs) e equipamentos necessários ao funcionamento da FHCFM, com foco na retomada de procedimentos cirúrgicos e hemodinâmicos de alta complexidade.

A ação judicial foi proposta em 2020, durante a pandemia, com o objetivo de viabilizar a retomada de procedimentos que estavam paralisados por falta de materiais, situação que mantinha pacientes internados por longos períodos sem a realização de cirurgias cardiológicas e neurológicas, como cateterismos, angioplastias e ablações.

Desde então, os recursos vêm sendo utilizados de forma escalonada. Em uma primeira etapa, o acordo viabilizou a realização de 100 cateterismos. Posteriormente, um novo ajuste permitiu a execução de sete ablações cardíacas. O acordo atual autoriza o atendimento de mais 13 pacientes, regulados pelas equipes médica e jurídica da FHCFM e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

Conforme a documentação apresentada no processo, a ablação cardíaca é considerada um procedimento essencial e, em muitos casos, urgente, por ser indicada para o tratamento de arritmias graves. O procedimento depende do fornecimento de OPMEs de alto custo, cuja aquisição exige liberação célere de recursos para evitar o agravamento do quadro clínico dos pacientes.

O custo estimado para a compra das OPMEs necessárias às 13 cirurgias é de R$ 550.369,38, valor apurado a partir de pesquisas de mercado e justificativas técnicas anexadas aos autos. O acordo prevê ainda a existência de saldo remanescente, que deverá ser utilizado em 2026 para a realização de novos procedimentos de ablação.

O termo é assinado pelo procurador-geral do Estado do Amazonas, Giordano Bruno Costa da Cruz, e pelo defensor público Arlindo Gonçalves dos Santos Neto, representante da Defensoria Pública do Estado do Amazonas.

 

Fonte: Defensoria pública do Amazonas 

Foto: Divulgação 

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