Gasolina volta a subir em Manaus e já chega a R$ 7,59 em postos; alta acumula 60 centavos em março

O preço dos combustíveis voltou a subir em Manaus e já atinge R$ 7,59 em postos da capital. Entre os registros recentes, um dos valores foi identificado na avenida Jacira Reis, neste sábado (21). O novo patamar supera os R$ 7,29 apontados na pesquisa divulgada pela Prefeitura no último dia 11, quando o litro da gasolina comum havia subido de R$ 6,99 para R$ 7,29.
Na prática, o avanço recente representa mais R$ 0,30 por litro, cerca de 4,1% de aumento. Considerando o valor anterior de R$ 6,99, a alta acumulada já chega a R$ 0,60, ou aproximadamente 8,6% em poucas semanas.
O diesel segue a mesma tendência. No início de março, havia registros a partir de R$ 6,49, passando por R$ 6,99 em diversos postos. Agora, também já aparece a R$ 7,59, após reajuste anunciado pela Petrobras, que elevou o preço do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro, com impacto direto nas bombas.
Mesmo com a sequência de aumentos, não há uma explicação oficial clara e direta para os reajustes praticados nos postos de Manaus. O Procon-AM informou que iniciou fiscalizações para verificar se há relação com custos reais ou possível prática abusiva, mas a legislação brasileira não permite controle de preços, limitando a atuação à análise documental.
O cenário chama atenção porque ocorre em meio a medidas que, na teoria, deveriam aliviar o custo dos combustíveis. O governo federal, por exemplo, já adotou reduções e zeragens de tributos como PIS e Cofins sobre combustíveis, com o objetivo de conter os preços ao consumidor. Na prática, porém, esse efeito não tem sido percebido nas bombas em Manaus.
Além disso, foi publicada em 19 de março a portaria que cria o Processo Produtivo Básico (PPB) dos combustíveis na Zona Franca de Manaus, permitindo que derivados de petróleo produzidos na região tenham acesso a incentivos fiscais, desde que cumpram etapas industriais locais.
A medida foi apresentada como estratégica para fortalecer a produção regional e, no médio prazo, contribuir para redução de custos. No entanto, no curto prazo, o que se observa é o oposto: mesmo com desonerações e incentivos fiscais, os preços seguem em alta.
O resultado reforça uma percepção recorrente entre os motoristas da capital: aumentos rápidos, muitas vezes simultâneos entre os postos, ausência de transparência na formação dos preços e um consumidor que continua pagando mais sem uma explicação clara.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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