18/07/2026

Fametro e Nilton Lins com as piores avaliações dos cursos de Medicina do Brasil, aponta MEC

         

Os dados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação, colocaram em evidência o desempenho insatisfatório de cursos de Medicina no Amazonas. Entre as quatro instituições avaliadas no estado, duas obtiveram a pior nota possível (conceito 1), ficando no grupo com maior risco de sanções.

Segundo o MEC, 107 dos 351 cursos avaliados em todo o país receberam notas 1 ou 2 e serão alvo de medidas administrativas. O exame é aplicado pelo Inep para avaliar a formação médica e orientar ações de supervisão e correção.

As piores notas no Amazonas

📍 Manaus

Centro Universitário Fametro

Conceito Enamed: 1 – desempenho considerado insatisfatório, enquadrado entre os piores do país.

Universidade Nilton Lins

Conceito Enamed: 1 – também classificada na faixa mais baixa da avaliação nacional.

Esses cursos passam a integrar o grupo que poderá sofrer sanções severas, como suspensão do ingresso de novos alunos, redução de vagas e exclusão de programas federais, a depender da decisão final do MEC após o período de defesa.

Demais cursos do estado

Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Conceito Enamed: 3 – avaliação regular, dentro da média nacional.

Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Conceito Enamed: 3 – resultado considerado regular, sem destaque positivo.

Nenhuma instituição do Amazonas alcançou conceitos 4 ou 5, considerados de alto desempenho.

Por que isso preocupa

Cursos com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos estudantes, além de bloqueio de acesso ao Fies e a outros programas federais. Já cursos com conceito 2 enfrentarão redução de vagas. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o objetivo é proteger a população e forçar melhorias no ensino.

O resultado reacende o debate sobre a qualidade da formação médica no Amazonas, especialmente após casos recentes investigados pela polícia envolvendo prescrição inadequada de medicamentos, que colocaram em discussão a preparação de profissionais recém-formados. Embora situações isoladas não possam ser generalizadas, elas reforçam a preocupação com cursos que apresentam desempenho crítico.

Alerta para a educação superior

O Enamed 2025 expõe um problema estrutural: a expansão de cursos de Medicina sem garantia proporcional de qualidade. No Amazonas, onde metade das instituições avaliadas ficou com a pior nota possível, o exame reforça a necessidade de revisão urgente do modelo de ensino médico, sob pena de impactos diretos na saúde pública e na confiança da sociedade na formação superior. O site enviou pedido de notas para as duas instituições e aguarda o retorno. 

 

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