Embaixador minimiza, mas ONU pede que Brasil subsidie hospedagem e alerta que crise da COP-30 em Belém persiste

Foto: Getty Images
De quase 200 nações esperadas, apenas 47 confirmaram participação até agora na COP-30, prevista para novembro em Belém. O baixo número de confirmações está diretamente ligado à crise de hospedagem, marcada por preços elevados e falta de acomodações acessíveis.
Apesar disso, o embaixador da COP-30, André Corrêa do Lago, afirmou em entrevista exclusiva ao Portal Fatos Marcantes nesta quarta-feira (20) que os entraves logísticos já estariam resolvidos. A declaração buscou tranquilizar a opinião pública diante das críticas à infraestrutura da capital paraense, escolhida para receber o maior evento climático do planeta entre 10 e 21 de novembro de 2025.
A repercussão internacional, no entanto, aponta outro cenário. Reportagens destacam que a ONU solicitou ao Brasil que subsidie hospedagens para delegações de países em desenvolvimento, diante das dificuldades de acesso a acomodações a preços justos. O governo brasileiro rejeitou a proposta, alegando que já arca com custos elevados da organização do evento.
O contraste entre a fala do embaixador e a avaliação de organismos multilaterais evidencia que a questão da hospedagem segue como o maior desafio da COP-30. Em alguns casos, hotéis de Belém chegaram a cobrar até R$ 7 mil por diária, valor considerado inviável para delegações de países vulneráveis.
A expectativa agora recai sobre as próximas semanas, quando novos anúncios do governo e da ONU devem indicar se haverá avanços concretos na logística da conferência.




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