Em 20 dias, governo do RJ corta cargos comissionados e projeta enxugamento de até 40% da estrutura

Exonerações atingem Casa Civil e Secretaria de Governo e fazem parte de pacote de reestruturação com impacto direto nas contas públicas
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, iniciou uma reestruturação administrativa no Executivo estadual e exonerou 459 servidores comissionados em menos de 20 dias de gestão. As demissões foram concentradas nas secretarias da Casa Civil e de Governo, consideradas estratégicas dentro da estrutura do Palácio Guanabara.
A medida faz parte de um plano mais amplo de reorganização da máquina pública. Levantamento interno aponta que as duas pastas concentram cerca de 4 mil cargos, e a projeção é reduzir até 40% desse total — o equivalente a aproximadamente 1,6 mil funções. Parte das exonerações mira cargos sem comprovação de atividade efetiva.
Com a redução, a estimativa do governo é gerar uma economia mensal de cerca de R$ 10 milhões, dentro de uma estratégia de ajuste fiscal e revisão de despesas administrativas.
Além dos cortes, o plano inclui mudanças na estrutura organizacional. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil, que será comandada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel. Ele atuará ao lado do secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, também oriundo da Procuradoria do Estado.
No mesmo movimento, o governo extinguiu três subsecretarias: Adjunta de Projetos Especiais, de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, além das estruturas vinculadas a esses setores.
Desde que assumiu o comando do estado, em 23 de março, Ricardo Couto já nomeou nove gestores para áreas consideradas estratégicas, como a Controladoria-Geral do Estado, o Instituto de Segurança Pública e o RioPrevidência, consolidando uma nova configuração administrativa.
Paralelamente à reestruturação, o governo determinou a realização de uma auditoria ampla nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas públicas. A análise prevê a revisão de mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões.
Segundo o governo estadual, o conjunto de medidas integra um pacote de revisão administrativa voltado ao mapeamento de contratos, identificação de responsabilidades e controle de gastos públicos.




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