Dona de Faculdade de medicina aponta suposta falha em exame, mas presidente e ministro reafirmam validade do resultado

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O exame nacional que avaliou cursos de Medicina em todo o país atribuiu nota 1 — a menor da escala — ao curso de Medicina da Fametro. Após a divulgação do resultado, a instituição passou a questionar a avaliação.
Em vídeo publicado dias depois, a dona da Fametro, Maria do Carmo Seffair, afirmou que os dados estariam em revisão e levantou a possibilidade de falhas no exame. Ela disse que estava no interior do Amazonas, sem acesso à internet, e que por isso não havia se manifestado antes.
O exame citado é o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, criado para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país.
O presidente do exame, Manuel Palacios, afirmou que não houve erro no resultado. Segundo ele, a única falha identificada foi uma discrepância relacionada ao número de estudantes aptos a refazer a prova, sem qualquer impacto no cálculo das notas.
“O problema não tem relação com o desempenho dos alunos nem com o resultado final”, afirmou.
O Ministério da Educação também reafirmou a validade da avaliação. O ministro Camilo Santana disse que é incorreto atribuir o desempenho negativo a falhas no exame e criticou o modelo de parte do ensino médico privado, destacando que muitas faculdades não possuem hospitais próprios, utilizam a rede pública para a formação prática e cobram mensalidades elevadas.
Segundo o governo federal, o prazo aberto para manifestações das instituições não implica revisão de notas. O resultado permanece válido.
Assim, no caso da Fametro, o governo sustenta que a divergência apontada se restringe a informações administrativas preliminares e não altera a nota 1 atribuída ao curso de Medicina, a mais baixa da avaliação nacional e segue válida.




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