Comércio exterior do AM movimenta quase US$ 2 bilhões, mas exportações somam US$ 131 milhões

Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação mostram predominância das importações e perfil industrial do estado
O Amazonas movimentou US$ 1,55 bilhão em comércio exterior em março de 2026, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Apesar do volume expressivo, a maior parte desse valor foi puxada pelas importações, que somaram US$ 1,42 bilhão, enquanto as exportações ficaram em US$ 131,39 milhões.
O cenário reflete o modelo econômico do estado, fortemente ligado ao Polo Industrial de Manaus, que depende da entrada de insumos para manter a produção. Esse formato mantém o Amazonas integrado às cadeias globais, com maior peso nas compras externas do que nas vendas.
De acordo com o secretário em exercício da Sedecti, Gustavo Igrejas, as importações são essenciais para o funcionamento da indústria local. “Os insumos industriais garantem a continuidade da produção no Polo Industrial de Manaus, mantendo a competitividade e a geração de empregos”, afirmou.
No recorte das exportações, a Alemanha liderou como principal destino, com destaque para o ouro, que movimentou US$ 37,04 milhões e respondeu por mais de 94% das vendas ao país. A Argentina aparece na sequência, com a compra de motocicletas no valor de US$ 6,93 milhões.
Já nas importações, os bens intermediários seguem como principal grupo, acumulando US$ 3,78 bilhões no ano. Também aparecem bens de capital, combustíveis e bens de consumo. Entre os parceiros comerciais, a China se destaca pelo fornecimento de suportes gravados, enquanto a Coreia do Sul lidera na venda de memórias digitais.
A série histórica aponta crescimento consistente das importações a partir de 2021, após retração em 2020. Em 2024, o estado registrou o maior volume da série, com mais de US$ 16 bilhões.
No interior, municípios também participam do comércio exterior. Presidente Figueiredo exportou ferro-ligas para a China, enquanto Manacapuru enviou peixes congelados ao Peru. Nas importações, Itacoatiara adquiriu óleos de petróleo da Rússia e Silves importou turborreatores dos Países Baixos.
O levantamento integra a Balança Comercial do Amazonas, atualizada mensalmente pela Sedecti para monitorar o desempenho econômico do estado.
Foto: Bruno Leão




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