18/07/2026

Comandante Dan considera obrigatória a realização de ações do Setembro Amarelo a determinados segmentos profissionais

         

O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) declarou nesta segunda-feira (8), que as ações de conscientização sobre o Setembro Amarelo são necessárias a toda a sociedade, mas que há segmentos profissionais que necessitam de uma atenção redobrada. Realizada desde 2013, a campanha Setembro Amarelo torna o mês dedicado à conscientização e prevenção do suicídio, além de chamar atenção à saúde mental. O lema de 2025 é: “Se precisar, peça ajuda!”. Segundo a OMS, a maioria dos casos de suicídio está relacionada a doenças mentais, muitas vezes não diagnosticadas ou tratadas de forma incorreta.

“Não tenho dúvidas da importância do calendário anual que dedica meses e cores ao combate de doenças. Mas enquanto policial militar da reserva, tenho uma atenção especial ao Setembro Amarelo. Algumas profissões, como policiais civis e militares e bombeiros militares, são submetidas a uma pressão acima do normal, o que pode gerar perturbações emocionais profundas que, se não forem tratadas, levarão ao suicídio. A situação no Amazonas não é nada boa em relação à saúde mental de policiais. Importante destacar que não são só os policiais e bombeiros da ativa que são atingidos: alguns só manifestam seus traumas já na reserva”, declarou o parlamentar.

Dados disponibilizados na internet indicam uma preocupação geral com a saúde mental dos policiais militares e civis no Amazonas, com um aumento nos afastamentos e, em casos alarmantes, suicídios. As principais causas apontadas são o estresse extremo, exposição a traumas, e a falta de apoio psicológico adequado devido a estigmas e rigidez hierárquica na corporação.

Um estudo recente apontou que o Estado do Amazonas lidera o ranking de suicídios entre policiais na área, com um crescimento de 300% em 2023. Segundo dados que circulam nos meios digitais, o número de afastamentos de policiais militares do serviço por problemas psicológicos, ou psiquiátricos, cresceu de forma expressiva. Em 2019, foram 309 policiais, enquanto em 2021 e 2022 foram 775 e 757, respectivamente. Há ainda informações de que houve uma redução nos afastamentos por transtornos mentais na Polícia Civil do Amazonas, com 53 casos registrados em 2024, um número menor que os 110 de 2023. Entre 2020 e 2023, o total de afastamentos de policiais civis por saúde mental foi de 511 trabalhadores.

O 2º Fórum de Saúde Mental Aplicada ao Policial Militar, ocorrido em 6 e 7 de maio deste ano e promovido pela Polícia Militar contou com emenda impositiva do Comandante Dan, no valor de R$ 334.643,00. O evento teve o objetivo de incentivar o cuidado com a saúde mental dos policiais, a partir de informações e vivências de profissionais especializados na área:

“Meu mandato parlamentar está aberto a realizar novas iniciativas em favor da saúde mental dos trabalhadores da segurança pública. Essa é uma de minhas prioridades. Infelizmente os dados sobre saúde mental são muito obscuros, talvez como uma forma de proteger as corporações, mas nós precisamos ser transparentes e falar abertamente sobre o tema. Cargas exaustivas de serviços submetidos a perigos e riscos da própria vida fatalmente geram muitos transtornos. Não tenho dúvidas. Temos um continente necessário de policiais militares projetados para 15 mil profissionais e trabalhamos com pouco mais de 8 mil 500. Mas que se diga que nem todos os 8 mil e 500 estão disponíveis ao serviço de policiamento e patrulhamento”, declarou o parlamentar.

Ele defende na Assembleia Legislativa a contratação dos aprovados nos últimos concursos das forças de segurança do Amazonas, bem como a realização de novos concursos anuais. O deputado Dan também tem como bandeira de luta o pagamento das datas-bases de policiais civis e militares e de bombeiros militares:

“Policiais e bombeiros têm contas a pagar, famílias a sustentar. Ficaram quatro anos sem a reposição das perdas salariais. Fizemos um movimento intenso na Assembleia e conseguimos, a duras penas, algum avanço, com o pagamento de algumas datas-bases. Mas há muito por fazer ainda. Isso interfere diretamente na saúde mental de profissionais da segurança pública.”

 

Fonte: Ascom Dan Câmara

Foto: Divulgação

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