18/07/2026

Carlos Almeida Filho comenta reaproximação com Wilson Lima, faz ressalvas ao PT e critica tratamento à Defensoria na estrutura da Justiça

         

https://youtu.be/-Z6m7Y_JP5A?si=l5a_vkBA8iqcPSkW

O defensor público e ex-vice-governador do Amazonas, Carlos Alberto Almeida Filho, voltou ao centro do debate político e institucional após declarações feitas durante um evento do governo estadual. Em falas que misturam análise técnica, posicionamento político e bastidores, ele abordou desde a estrutura da Defensoria Pública até sua relação com o PT e a recente reaproximação com o ex-governador Wilson Lima.

Com mais de 20 anos de carreira na Defensoria Pública, Carlos destacou a importância da presença da instituição no interior do estado, especialmente em um cenário social marcado por altos índices de vulnerabilidade.

“No caso do Amazonas, onde você tem mais de 80% da população em situação de pobreza e mais de 60% em situação de miserabilidade, a presença da Defensoria Pública é fundamental nesses municípios”, afirmou.

Ele ressaltou que o acesso à Justiça não depende apenas da Defensoria, mas de uma estrutura completa.

“O aparato de Justiça exige a tríade: Judiciário, Ministério Público e Defesa. Mas, no dia a dia, muitas vezes, poderia não ter Judiciário ou Ministério Público, mas tinha que ter a Defesa, porque ela é essencial”, disse.

Entre os principais entraves apontados está a disputa por orçamento dentro do sistema de Justiça. Segundo ele, a Defensoria ainda enfrenta dificuldades por ser uma instituição mais recente.

“O bolo orçamentário é um só. Aumentar a fatia da Defensoria implica em tirar de outro. Há uma canibalização muito grande nessa disputa anual”, declarou.

Carlos também criticou o modelo de contratação de advogados dativos, utilizado em locais onde não há defensores suficientes.

“Pagam mais para advogados dativos do que custaria a atuação da própria Defensoria. Isso é uma loucura”, afirmou. “Não se pode priorizar esse tipo de gasto enquanto não se garante orçamento adequado para a Defensoria.”

No campo político, as declarações também chamaram atenção. Filiado ao PT, ele afirmou que permanece no partido, mas fez ressalvas.

“Eu ainda estou filiado ao PT. Vou até negritar o ‘ainda’. Mas confesso que é preciso muita paciência para continuar filiado”, disse.

Apesar da filiação, Carlos afirmou não ter intenção de disputar eleições no momento.

“Eu tenho zero pretensão eleitoral. Isso não quer dizer que no futuro isso não possa mudar, mas hoje eu entendo que sou mais útil como defensor”, declarou.

Outro ponto que repercutiu foi a recente aparição ao lado do ex-governador Wilson Lima, com quem teve um rompimento público durante o período em que ocupava a vice-governadoria.

Segundo ele, o reencontro não representa alinhamento político, mas sim uma evolução na relação institucional.

“Eu e o Wilson já conversamos há alguns anos, mas isso não significa alinhamento político. Ele mesmo já disse: ‘ele é Lula, eu sou Bolsonaro’. Eu sou petista”, afirmou.

Carlos classificou a reaproximação como parte de um processo de maturidade.

“É um momento de buscar compreensão dos papéis. O Amazonas é grande, mas ao mesmo tempo pequeno, todo mundo se cruza. Isso não impede que haja diálogo”, disse.

Ao final, reforçou que sua prioridade, neste momento, está na atuação institucional.

“Eu acho que sou mais útil enquanto defensor do que como qualquer ator político que eu poderia representar”, concluiu.

Nenhum comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Fatos Marcantes
    Visão Geral de Privacidade

    Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.