Amazonense eleita deputada estadual no Rio é alvo de ação de R$ 500 mil por incentivar exclusão de trabalhadores de esquerda

Índia Armelau, nascida em Manaus e reeleita com 248.504 votos, tem 48 horas para retirar publicações, conforme decisão da Justiça.
A deputada estadual Índia Armelau (PL), nascida em Manaus e eleita pelo Rio de Janeiro, é alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ), que pede R$ 500 mil por danos morais coletivos após publicações em que ela incentiva empresários a considerar o posicionamento político de trabalhadores para contratar ou manter funcionários. Nesta terça-feira (27), a Justiça do Trabalho determinou a retirada do conteúdo em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Nas manifestações, a parlamentar defende que empregadores conservadores contratem pessoas com pensamento político semelhante ao seu. Também orientou empresários a verificar as redes sociais dos empregados e questionou a permanência daqueles que manifestaram apoio ao PT.
A decisão do juiz Leonardo Saggese Fonseca, da 3ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, atende parcialmente aos pedidos do MPT. Além de remover as publicações, a deputada deverá deixar de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. A indenização de R$ 500 mil é um pedido do Ministério Público, ainda não uma condenação.
A amazonense foi reeleita neste ano com 248.504 votos, a maior votação para deputado estadual no Rio de Janeiro em 2026. Em 2022, quando conquistou o primeiro mandato na Assembleia Legislativa do estado (Alerj), recebeu 57.582 votos.
Em uma das postagens que motivaram a ação, Índia escreveu: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”.
Para o MPT, a mensagem estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política. O órgão argumenta que declarações de uma autoridade pública com grande alcance podem levar empregadores a acreditar que esse tipo de conduta é permitido. Também sustenta que a imunidade parlamentar não protege discursos discriminatórios.
Além da indenização, o Ministério Público pediu que a deputada publique um comunicado esclarecendo que trabalhadores podem escolher livremente seus candidatos e não devem sofrer retaliações pelo voto.
Ao se manifestar nas redes, Índia negou ter defendido demissões em massa e afirmou que suas postagens estavam relacionadas à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário”. Na mesma manifestação, defendeu contratações por afinidade política entre empregadores e trabalhadores.
Antes de ingressar na política, Índia Armelau atuou como nadadora. Nascida na capital amazonense, construiu sua carreira política no Rio de Janeiro, onde exerce o primeiro mandato e foi reeleita para a próxima legislatura.
Fonte: Fatos Marcantes com informações do MPT-RJ, Metrópoles e Rios de Notícias.
Foto: Divulgação




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