Alexandre Pires é alvo da PF em caso de minério da Terra Yanomami, em Roraima, e cargas falsas preparadas em Manaus

Empresa ligada ao cantor recebeu R$ 4,4 milhões de contas associadas ao grupo investigado, segundo a apuração. Defesa nega irregularidades.
O cantor Alexandre Pires foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta quarta-feira (23). Agentes estiveram em uma casa e na produtora musical dele, em Uberlândia, Minas Gerais. A operação investiga um grupo suspeito de comercializar cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e de preparar cargas de areia e pó de brita em Manaus para enviá-las a uma empresa suíça como se fossem minério.
Segundo a investigação, uma empresa ligada a Alexandre Pires recebeu R$ 4.434.050 de contas associadas ao suposto esquema. A PF apura se o cantor e sua empresa foram usados para dividir transferências e ocultar a origem do dinheiro. A defesa nega que o artista tenha participado de qualquer irregularidade.
A ação é a segunda fase da Operação Disco de Ouro. Ao todo, a Justiça Federal autorizou 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens para apreensão judicial de bens e valores. Não foram expedidos mandados de prisão nesta etapa. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos e venda ilegal de cassiterita, minério utilizado na produção de estanho.
Também são alvos os empresários Diego Possebon, apontado pelos investigadores como operador central do grupo, e Matheus Possebon, que atuou como empresário de Alexandre Pires. As suspeitas ainda estão sob investigação.
Como Manaus aparece na investigação
De acordo com a apuração, o grupo teria usado licenças de garimpo de Itaituba, no Pará, para apresentar como legal a cassiterita supostamente retirada da Terra Indígena Yanomami. Em ações anteriores em Roraima, a PF apreendeu mais de 100 toneladas do minério e cerca de um quilo de ouro.
Após as apreensões, os investigados teriam ficado sem cassiterita para cumprir um contrato com uma empresa suíça. Para continuar recebendo pagamentos antecipados, teriam preparado cargas em armazéns de Manaus e enviado areia e pó de brita no lugar do minério, acompanhados de laudos químicos falsificados. A investigação estima em US$ 48 milhões o prejuízo causado à empresa estrangeira. Esse valor se refere à fraude investigada e não é atribuído individualmente ao cantor.
O que diz a defesa
Os advogados de Alexandre Pires afirmam que ele não tem envolvimento com garimpo nem com extração ilegal de minério. Segundo a defesa, a relação profissional do cantor com Matheus Possebon se restringiu à intermediação da venda de shows. Os advogados dizem que o artista foi surpreendido pelas buscas e que demonstrará sua inocência durante a investigação. Alexandre Pires é alvo da PF em caso de minério da Terra Yanomami, em Roraima, e cargas falsas preparadas em Manaus
Empresa ligada ao cantor recebeu R$ 4,4 milhões de contas associadas ao grupo investigado, segundo a apuração. Defesa nega irregularidades.
O cantor Alexandre Pires foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta quarta-feira (23). Agentes estiveram em uma casa e na produtora musical dele, em Uberlândia, Minas Gerais. A operação investiga um grupo suspeito de comercializar cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e de preparar cargas de areia e pó de brita em Manaus para enviá-las a uma empresa suíça como se fossem minério.
Segundo a investigação, uma empresa ligada a Alexandre Pires recebeu R$ 4.434.050 de contas associadas ao suposto esquema. A PF apura se o cantor e sua empresa foram usados para dividir transferências e ocultar a origem do dinheiro. A defesa nega que o artista tenha participado de qualquer irregularidade.
A ação é a segunda fase da Operação Disco de Ouro. Ao todo, a Justiça Federal autorizou 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens para apreensão judicial de bens e valores. Não foram expedidos mandados de prisão nesta etapa. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos e venda ilegal de cassiterita, minério utilizado na produção de estanho.
Também são alvos os empresários Diego Possebon, apontado pelos investigadores como operador central do grupo, e Matheus Possebon, que atuou como empresário de Alexandre Pires. As suspeitas ainda estão sob investigação.
Como Manaus aparece na investigação
De acordo com a apuração, o grupo teria usado licenças de garimpo de Itaituba, no Pará, para apresentar como legal a cassiterita supostamente retirada da Terra Indígena Yanomami. Em ações anteriores em Roraima, a PF apreendeu mais de 100 toneladas do minério e cerca de um quilo de ouro.
Após as apreensões, os investigados teriam ficado sem cassiterita para cumprir um contrato com uma empresa suíça. Para continuar recebendo pagamentos antecipados, teriam preparado cargas em armazéns de Manaus e enviado areia e pó de brita no lugar do minério, acompanhados de laudos químicos falsificados. A investigação estima em US$ 48 milhões o prejuízo causado à empresa estrangeira. Esse valor se refere à fraude investigada e não é atribuído individualmente ao cantor.
O que diz a defesa
Os advogados de Alexandre Pires afirmam que ele não tem envolvimento com garimpo nem com extração ilegal de minério. Segundo a defesa, a relação profissional do cantor com Matheus Possebon se restringiu à intermediação da venda de shows. Os advogados dizem que o artista foi surpreendido pelas buscas e que demonstrará sua inocência durante a investigação.
Com Informações do G1
Foto: Divulgação




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