Operação Orla Segura terá mais de 30 agentes e 15 embarcações em Manaus até dezembro

A Operação Orla Segura vai mobilizar diariamente mais de 30 agentes e pelo menos 15 embarcações no patrulhamento da orla de Manaus e de comunidades ribeirinhas. A ação funcionará 24 horas por dia e está prevista para continuar até 31 de dezembro.
Apresentada pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Brito de Paiva, a operação é um desdobramento da Operação Ocupação. O objetivo é combater o tráfico de drogas, localizar foragidos e fiscalizar embarcações que circulam pela região.
A operação reúne a Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento Ambiental; a Polícia Civil, representada pela Delegacia Especializada em Apuração de Crimes Praticados nas Áreas Portuárias e Fluvial (Deflu); e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Ferry será usado como base
A estrutura inclui lanchas de patrulhamento, embarcações blindadas e o ferry Tiradentes, que permanecerá ancorado como base de apoio. A embarcação também deverá realizar patrulhamentos a cada três dias.
Segundo o secretário, as equipes serão direcionadas com base em informações levantadas pelo setor de inteligência. Os dados serão repassados em tempo real aos policiais que atuam nas abordagens e às delegacias responsáveis pelas investigações.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Klinger dos Santos Paiva, afirmou que cães farejadores também serão empregados na fiscalização de cargas e embarcações.
O trabalho terá atenção especial ao transporte de entorpecentes pelos rios. De acordo com os dados apresentados durante o lançamento, as forças de segurança do Amazonas já apreenderam mais de 50 toneladas de drogas em operações conjuntas.
O número, no entanto, corresponde ao conjunto de ações realizadas anteriormente e não aos resultados da nova operação.
Embarcações apreendidas serão reutilizadas
Parte das lanchas utilizadas no patrulhamento foi apreendida do crime organizado e cedida judicialmente às forças de segurança. As embarcações serão empregadas no combate aos mesmos crimes para os quais teriam sido utilizadas anteriormente.
A Seap fornecerá informações sobre foragidos do sistema de Justiça. O trabalho de inteligência também incluirá análise de dados de reconhecimento facial e identificação de placas clonadas.
Além da orla de Manaus, a operação deverá alcançar as comunidades do Livramento, do Abelha e Nossa Senhora de Fátima, além de outras áreas ribeirinhas. As equipes farão abordagens, fiscalização de embarcações e patrulhamento ostensivo durante todo o período da ação.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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