06/08/2026

PL rejeita pedido de Henrique Oliveira para disputar o Senado, e ex-vice promete judicializar caso

         

O ex-vice-governador Henrique Oliveira tentou emplacar seu nome em uma das vagas ao Senado pelo Partido Liberal (PL) durante a convenção eleitoral realizada na última terça-feira (4), mas teve o pedido rejeitado pela direção estadual da legenda.

O documento, que homologou as candidaturas de Maria do Carmo Seffair ao Governo do Amazonas e do deputado federal Capitão Alberto Neto ao Senado, registra que o pedido foi apresentado após o encerramento da convenção e acabou rejeitado pela direção estadual da legenda.

Segundo a ata, Henrique Oliveira protocolou o requerimento às 20h54, depois do encerramento da convenção e da aprovação da ata pelos convencionais. O PL justificou o indeferimento afirmando que o pedido foi apresentado fora do prazo previsto no estatuto partidário.

A legenda também alegou que o ex-vice-governador não realizou propaganda intrapartidária nem apresentou certidão de quitação eleitoral apta, deixando de cumprir os requisitos formais e partidários exigidos para disputar a vaga.

Sobre o indeferimento, Henrique Oliveira disse que irá apelar ao “bom senso” da sigla.

“Eu vou ingressar com o pedido de cancelamento dessa ata e tomar as medidas judiciais cabíveis para judicializar o caso. O meu histórico de ter sido vereador mais votado do Amazonas, do Brasil proporcionalmente, de ter sido deputado federal pelo PL, antigo PR, e de ter sido vice-governador, tendo assumido o Governo do Estado, me traz credenciais para ser um representante da população amazonense no Senado Federal. Agora vamos apelar para o bom senso do partido para rever essa situação”, disse.

Poderes a Comissão Estadual

Outro trecho da ata que chama atenção concede amplos poderes à Comissão Executiva Estadual para promover alterações na chapa sem necessidade de convocar uma nova convenção.

A direção do partido poderá substituir candidatos em casos de renúncia, indeferimento, falecimento ou cancelamento de registro, preencher vagas remanescentes e até alterar a composição da coligação majoritária por meio de ata complementar.

Na prática, o dispositivo permite que o PL faça mudanças na composição das candidaturas até o encerramento do prazo para registro na Justiça Eleitoral.

Manobra

O ex-vice governador sugeriu que a sigla esteja realizando uma manobra política para apoiar candidaturas de fora do arco da sigla.

“Só se existir alguma coisa que não está sendo clara, da intenção de ajudar um outro candidato ao Senado, de uma outra coligação, de um outro candidato que não seja a Maria do Carmo. Eu não quero acreditar que isso esteja acontecendo, mas, se estiver, isso vai ficar transparente e a população vai saber”, afirmou.

Enquadrar candidatos

Outro ponto previsto na ata da convenção, determina que todos os candidatos proporcionais deverão seguir as diretrizes da direção nacional do PL e apoiar os candidatos majoritários da legenda.

O enquadramento dos candidatos ocorre em meio a cisão que existe entre os deputados estaduais do PL na Aleam, delegado Péricles, Débora Menezes e Cabo Maciel próximos ao governador Roberto Cidade e o ex-governador Wilson Lima, com Maria do Carmo Seffair.

 

Fonte: Fatos Marcantes     

Foto: Divulgação      

 

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