‘Fracasso inexplicável’ e ‘fundo do poço’: imprensa internacional repercute eliminação do Brasil da Copa do Mundo

Jornais da Europa, América do Sul e Estados Unidos destacaram a derrota para a Noruega, exaltaram Erling Haaland e classificaram a campanha brasileira como uma das maiores decepções do Mundial.
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 repercutiu nos principais veículos de imprensa esportiva do mundo. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, no domingo (5), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, jornais da Europa, América do Sul e Estados Unidos classificaram o resultado como um dos maiores choques do torneio e apontaram o momento como mais um capítulo da crise vivida pelo futebol brasileiro.
Com o resultado, o Brasil chegou à sexta Copa do Mundo consecutiva sem conquistar o título, ampliando o maior jejum da história da Seleção desde a conquista do pentacampeonato, em 2002. A equipe também foi eliminada por uma seleção europeia pela sexta edição seguida do Mundial, sequência iniciada em 2006.
Na Noruega, a classificação inédita às quartas de final foi celebrada como um momento histórico. O jornal *VG* destacou que a campanha da equipe confirma previsões feitas ainda em 2025 pelo ex-jogador Carl-Erik Torp, que acreditava que a seleção norueguesa poderia conquistar a Copa do Mundo.
“Foi ridicularizado por sua previsão: estou impressionado”, publicou o veículo, lembrando que outros ex-atletas do país agora também compartilham do otimismo em relação à equipe.
Na Argentina, o Clarín exaltou a atuação decisiva de Erling Haaland e resumiu a classificação com a manchete: “Haaland foi uma locomotiva e levou a Noruega às quartas de final”.
Já o tradicional Olé adotou um tom de provocação ao publicar: “Jaaaaaaaland: Brasil fora do Mundial”. Em sua análise, o jornal afirmou que a derrota simboliza o desaparecimento das características que marcaram o futebol brasileiro durante décadas.
“Vocês se lembram do Brasil que gostava de ter a bola? Daquele time que cultuava a boa técnica? Das associações criativas e cheias de fantasia? A modernidade levou tudo isso embora”, escreveu a publicação, acrescentando que a Noruega venceu justamente praticando um estilo de jogo historicamente associado à Seleção Brasileira.
Na Espanha, o diário Marca definiu a campanha brasileira como um “fracasso inexplicável”. Segundo o jornal, o Brasil chegou ao Mundial fragilizado e nunca conseguiu encontrar um padrão de jogo durante a competição. A publicação também destacou o desempenho de Haaland, chamado de “Erling, o Brutal”, e elogiou a campanha da seleção norueguesa.
Outro jornal espanhol, o As, foi ainda mais contundente ao analisar o momento da equipe brasileira.
“O mundo chora pelo Brasil. Indignação, frustração, raiva… horas depois de ser eliminada da Copa do Mundo, a Canarinha chega ao fundo do poço. Esta é a história de um ciclo sombrio”, escreveu o periódico.
Na Itália, a Gazzetta dello Sport afirmou que nem mesmo o técnico Carlo Ancelotti conseguiu mudar o cenário da Seleção. O jornal destacou que “nem o técnico mais vencedor do mundo conseguiu fazer o milagre” e classificou Brasil, Alemanha e Itália como as principais potências tradicionais que vivem um período de decadência no futebol mundial.
No Reino Unido, o The Guardian destacou o protagonismo de Erling Haaland, autor dos dois gols da vitória norueguesa, afirmando que o atacante surpreendeu a defesa brasileira e decidiu a partida praticamente sozinho.
Nos Estados Unidos, o The Athletic, publicação do New York Times, questionou os motivos da eliminação com a manchete: “O que deu errado para o Brasil?”. O veículo lembrou que esta é a pior campanha da Seleção em Copas do Mundo desde 1990, quando também foi eliminada nas oitavas de final.
O grande nome da partida foi Erling Haaland, responsável pelos dois gols da Noruega. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas o gol não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira e encerrar a campanha da equipe no Mundial de 2026.




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