18/07/2026

Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master no STF após avanço de investigação da PF

         

O ministro Dias Toffoli não é mais o relator das investigações relacionadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (12), após reunião entre os integrantes da Corte.

Toffoli estava à frente do caso desde dezembro de 2025, quando as apurações chegaram ao Supremo. Em nota, o STF informou que o próprio ministro solicitou a redistribuição do processo a outro integrante do tribunal, citando “altos interesses institucionais”.

No comunicado conjunto, os ministros afirmaram que não havia fundamento para a chamada “arguição de suspeição” — instrumento jurídico utilizado para questionar a imparcialidade de um magistrado — e destacaram a “plena validade dos atos praticados” por Toffoli até o momento. Também registraram apoio pessoal ao ministro e reforçaram a inexistência de impedimento formal.

Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo na última segunda-feira (9) trouxe menções ao nome de Toffoli a partir de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, comunicou os demais ministros sobre o conteúdo do relatório durante reunião interna. O material também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli afirmou não manter relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro. O ministro esclareceu ainda que integra o quadro societário da empresa Maridt, mas que a administração é exercida por familiares.

Segundo o texto, a participação é compatível com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que proíbe magistrados de exercerem atos de gestão empresarial, mas não veda a mera participação societária.

As investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master chegaram ao STF em dezembro, após desdobramentos relacionados à operação de compra da instituição pelo BRB. À época, Toffoli decidiu manter o caso na Suprema Corte.

Desde então, foram autorizados depoimentos, acareações, prorrogação das investigações e operações da Polícia Federal, incluindo buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro e familiares.

Em janeiro, o presidente Edson Fachin já havia divulgado nota pública defendendo a atuação institucional do tribunal diante de apurações sobre possíveis fraudes financeiras no país, afirmando que eventuais irregularidades seriam analisadas nos termos regimentais.

 

Fonte: Fatos Marcantes  

Foto: Divulgação    

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