TJAM dará início a implantação de inteligência artificial em meio a reclamações no sistema processual

O Tribunal de Justiça do Amazonas deu início ao processo de implantação de soluções de inteligência artificial na rotina do Judiciário estadual. A iniciativa avança com a apresentação de um projeto de resolução que regulamenta o uso da tecnologia e com a confirmação de um curso de qualificação já agendado para magistrados e servidores, indicando que a proposta está em fase concreta de implementação.
A proposta foi apresentada pela desembargadora Vânia Marques Marinho, coordenadora de Informática do tribunal, e segue as diretrizes nacionais para o uso de inteligência artificial no Poder Judiciário. O objetivo é permitir a utilização das ferramentas tecnológicas de forma segura, institucional e compatível com a Lei Geral de Proteção de Dados, buscando mais eficiência, segurança e agilidade na prestação jurisdicional.
Como parte desse processo, o TJAM já programou um curso básico de capacitação em inteligência artificial para a semana seguinte ao carnaval. Cada gabinete deverá indicar dois ou três servidores para a formação inicial, além de indicações feitas diretamente pelos magistrados. A qualificação será contínua, acompanhando a evolução das tecnologias.
O projeto chegou a entrar em pauta, mas teve a análise suspensa após pedido de vista de um desembargador, que solicitou mais tempo para avaliar o conteúdo da proposta. A expectativa é de que o tema retorne à deliberação nas próximas sessões.
A iniciativa ocorre em um contexto recente de reclamações relacionadas ao sistema processual eletrônico Projudi, que já provocaram o cancelamento de julgamentos e a interrupção de sessões. Em uma dessas ocasiões, um desabafo ao vivo marcou a sessão da Primeira Câmara Cível, quando o presidente do colegiado, o desembargador Cláudio Roessing, afirmou estar estressado com falhas recorrentes no sistema e com problemas de comunicação com a secretaria.
Sem tom de confronto, o movimento do TJAM sinaliza uma tentativa de modernização e reorganização tecnológica, ao mesmo tempo em que busca enfrentar desafios operacionais já conhecidos. A implantação da inteligência artificial surge, assim, como um passo estratégico para tornar o funcionamento do Judiciário mais eficiente e alinhado às novas exigências institucionais.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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