Inaugurado por Roberto Cidade, Juventude TEA atende 250 adolescentes em Manaus


Unidade registra mais de 20 mil atendimentos e consultas desde abril e reúne adolescentes em show de talentos
Inaugurado em 9 de abril deste ano pelo governador Roberto Cidade, o Centro de Atenção Integral Juventude TEA acompanha 250 adolescentes em Manaus. Segundo a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom), a unidade realizou mais de 20 mil atendimentos e consultas desde o início das atividades.
Localizado no bairro São Geraldo, zona centro-sul, o centro promoveu um show de talentos com apresentações de música e dança. A atividade reuniu familiares e permitiu aos adolescentes exercitar habilidades trabalhadas durante o acompanhamento, como comunicação, socialização e expressão.
Entre os participantes estava Ádria Luandra, de 12 anos, que tocou um instrumento diante do público. A mãe, Adriana dos Santos, relata mudanças na interação da filha após o início das terapias.
“Depois que ela começou as terapias, evoluiu bastante, tanto na socialização quanto para conversar e fazer amizades”, afirmou.
Flávia Raquel, de 14 anos, participou com uma apresentação de canto. A adolescente contou que sentiu receio de errar, mas decidiu continuar.
“Eu percebi que mudei, vejo que realmente comecei a falar com as pessoas, não ter medo de me expressar, de ser eu mesma”, disse.
A mãe de Asafe, de 14 anos, que interpretou Michael Jackson, também relatou mudanças na rotina do filho. Segundo Ione da Silva, ele passou a cumprimentar outras pessoas e a realizar pequenas tarefas com mais autonomia, como comprar pão no comércio próximo.
Atendimento especializado
O Juventude TEA é uma unidade estadual destinada a adolescentes de 12 a 18 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O serviço conta com equipe multiprofissional, espaços de terapia e uma casa funcional para a prática de atividades cotidianas, como tarefas domésticas e preparo de alimentos. As famílias também recebem acolhimento e orientação.
De acordo com o diretor-executivo, Juliano Botero, o acompanhamento envolve adolescentes, profissionais e familiares, com o objetivo de aplicar no cotidiano as habilidades trabalhadas na unidade.
“A terapia não se resume somente em clínica, ela tem que ser estendida ao contexto do seu domicílio, o convívio diário”, afirmou.
Fonte: Secom
Foto: Divulgação




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