20/10/2026

Usina no Amazonas receberá investimento de R$ 59 milhões para combinar energia solar e gás natural

         

Projeto em Codajás prevê reduzir emissões de carbono e ampliar a segurança do fornecimento de eletricidade em município que depende de um sistema isolado

A usina termelétrica de Codajás, no interior do Amazonas, receberá um investimento de R$ 59 milhões para integrar a geração de energia solar à produção de eletricidade a gás natural. O projeto é da Âmbar Energia, braço de geração de energia do grupo J&F, e tem como objetivos ampliar a segurança do abastecimento e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A iniciativa, conhecida no setor elétrico como hibridização, prevê a instalação de uma usina fotovoltaica com capacidade de 9,7 megawatt-pico (MWp), que funcionará em conjunto com a estrutura termelétrica existente, de 5,4 megawatts (MW). Segundo a companhia, as obras devem ser concluídas em dezembro de 2026.

De acordo com a empresa, este será o primeiro projeto no Amazonas a combinar geração a gás natural e solar em uma mesma operação dentro de um sistema isolado. Diferentemente das localidades conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), esses sistemas não estão integrados à rede elétrica nacional e dependem de estruturas próprias para garantir o fornecimento.

Em Codajás, município com cerca de 24 mil habitantes, a logística também representa um desafio. A cidade fica a aproximadamente dez horas de barco de Manaus, e o acesso pode ser afetado pela redução do nível dos rios durante a estiagem. Segundo a Âmbar, a combinação das duas fontes de energia acrescentará uma camada de segurança à operação da usina.

Com o novo sistema, a energia solar poderá contribuir para o abastecimento durante o dia, enquanto a geração a gás natural poderá atender à demanda à noite. A expectativa da companhia é que a integração das fontes ajude a tornar o fornecimento mais seguro e a reduzir a dependência da geração térmica ao longo do período diurno.

A empresa estima que a geração solar poderá evitar a emissão de cerca de 10 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano. Segundo a comparação apresentada pela companhia, esse volume equivale à absorção de carbono estimada em aproximadamente 590 hectares de áreas de restauração florestal.

O projeto também deverá ser utilizado pela Âmbar como base para pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias. A companhia pretende estudar a aplicação de inteligência artificial para automatizar o equilíbrio entre a geração solar e a termelétrica ao longo do dia. A proposta é otimizar a operação, reduzir custos e diminuir a necessidade de manutenção corretiva.

Além da unidade de Codajás, a Âmbar Energia mantém usinas termelétricas a gás natural e a óleo combustível que atendem sistemas isolados no Amazonas e no Acre.

 

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Fonte: Fatos Marcantes com informações da Assessoria de Imprensa

Foto: BNDES

 

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