Aviões enviados para combater incêndios estão parados em Manaus; Ibama aponta falta de visibilidade

Imagens exclusivas registradas pelo Fatos Marcantes na manhã desta quarta-feira (14) mostram seis aviões no pátio de Ponta Pelada, enquanto o Amazonas enfrenta incêndios e fumaça
Enviados pelo governo federal para reforçar o combate aos incêndios no Amazonas, seis aviões estão estacionados no aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Crespo, Zona Sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (14). A equipe do Portal Fatos Marcantes acompanha e registrou imagens aéreas das aeronaves no pátio.
Por volta das 10h, os seis aviões permaneciam no local, sem realizar a missão de combate naquele momento. Questionado pela reportagem, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Araújo Filho, informou que a falta de visibilidade impedia as decolagens.
“Fui informado pelos pilotos que não havia condições de visibilidade para levantar voo”, respondeu às 11h38.
Em nova mensagem, às 11h47, o superintendente disse que as equipes preparavam voos em menor altitude para monitoramento e alguns lançamentos de água. Não informou, porém, um horário para as decolagens nem confirmou o início dessas ações.
O reforço aéreo chegou após divergências entre os governos estadual e federal sobre os pedidos de ajuda para enfrentar os incêndios. Na segunda-feira (12), o Ministério do Meio Ambiente anunciou a mobilização de 11 aeronaves, incluindo seis aviões Air Tractor, além de 290 brigadistas.
A baixa visibilidade pode impedir operações de combate aéreo mesmo em aeronaves equipadas com instrumentos de navegação. O lançamento de água em baixa altitude exige condições de segurança para identificar o alvo, evitar obstáculos e coordenar a atuação com outras equipes.
A limitação operacional, entretanto, deixa uma questão para os responsáveis pela resposta à crise: quais alternativas estão sendo adotadas para enfrentar o fogo enquanto os aviões permanecem no chão?
A resposta encaminhada ao Fatos Marcantes não detalhou quantas missões essas aeronaves realizaram desde a chegada, quais áreas foram atendidas ou o volume de água lançado. Esses dados são necessários para avaliar o resultado do reforço anunciado e informar à população como o combate está sendo executado.
Fonte e Foto: Fatos Marcantes




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